Entre as medidas que foram aprovadas estão a criação de um repositório europeu de iniciativas de literacia financeira, que permitirá reunir e divulgar boas práticas, projetos e recursos desenvolvidos nos diferentes Estados-Membros.
Os disclaimers de que as opiniões da publicação dos finfluencers “não devem ser entendidas como conselhos ou aconselhamento financeiro” não são suficientes para que se possa concluir que ficam à margem das regras da supervisão.
CMVM e Banco de Portugal estão preocupados com a ação dos influenciadores que nas redes sociais abordam temas financeiros e promovem produtos, sem controlo e estão a alertar para o risco da desinformação.
"Estamos, inclusive, a desenvolver uma ferramenta que corre as redes sociais para, de facto, termos algum controle da publicidade que é feita a produtos e serviços financeiros", revela Francisca Guedes Oliveira numa entrevista à Deco Proteste.
O regulador alerta que nem todos têm as "qualificações necessárias" para partilhar informação sobre produtos e serviços de investimento, "podendo igualmente estar mal informados, levando os seus seguidores/subscritores a tomar decisões financeiras erradas ou desadequadas", com eventuais perdas financeiras.
A informação financeira vinda das redes sociais e dos 'finfluencers' nunca é boa nem esclarecida, por várias razões, e acima de tudo por não serem escrutinados pelas entidades reguladoras do sistema financeiro.