A emblemática empresa vai lançar 632 trabalhadores. Fundada em 1984 e a primeira unidade industrial do grupo fora da Dinamarca, especializou-se na produção de calçado formal, casual e de golfe.
Olhando para os cinco primeiros meses do ano, o número total de ações declaradas recuou 15%, ou seja, menos 131 empresas do que no mesmo período de 2025.
Estudo a Relatório global estima que insolvências subam em Portugal este ano (+4%) e em 2027 (5%). AIP diz que indústrias expostas à energia e às exportações podem ser afetadas de “forma mais gravosa”. CTP avisa que turismo “não está imune”.
Álvaro Santos Pereira considera que "os números falam por si", apresentando argumentos nas redes sociais para contrariar a "propagada crise" no setor. O governador recorda a evolução das falências, das margens e dos resultados, do emprego, dos salários e do volume de negócios.
“Estamos a acompanhar com o máximo de atenção e devo dizer que isso sente-se um pouco por toda a Europa. Ou seja, a perceção de que há um abrandamento nos mercados mais fortes europeus, nomeadamente as duas locomotivas - França e Alemanha – e, ao mesmo tempo, de que há setores que estão a compensar e a acelerar”, afirmou Pedro Reis em declarações aos jornalistas à margem do evento Millennium Portugal Exportador, em Santa Maria da Feira.
Insolvências apresentam crescimento homólogo de 32% em agosto, refere a Iberinform. No acumulado, o aumento face ao ano passado é superior a 17%. No mesmo período, as constituições decresceram mais de 24%.
Em alguns mercados (como Espanha), as falências atingiram valores superiores à pré-pandemia devido a condições económicas adversas. Em Portugal, a previsão é que as insolvências cresçam 34% em 2024.
O maior aumento de falências ocorreu em empresas do sector dos transportes e armazenamento (+9,3%), seguido do comércio (+7,7%) e dos serviços de alojamento e restauração (+1,1%).
A falências diminuíram 5,8% em comparação com o trimestre anterior, enquanto os registos de novas empresas aumentou 0,7% face ao trimestre anterior, de acordo com o Eurostat.
As insolvências apresentam um aumento superior a 116% em agosto face a 2022 o que confirma a tendência de crescimento registada no final do primeiro semestre deste ano.
O elevado endividamento das empresas da moeda única e a subida nos números de insolvências declaradas estão a preocupar a organização. OCDE deixa ainda avisos de mais risco para imobiliário e bancos da zona euro. E elogia a postura do BCE, reconhecendo a necessidade de combater a inflação elevada.
Os bancos de países com uma forte dependência do sector do turismo, nomeadamente a Grécia, Chipre, Malta, Croácia e Portugal, estão mais vulneráveis à deterioração mais rápida e mais rápida e significativa das carteiras dos bancos, alerta a DBRS.
"Os próximos trimestres serão importantes para perceber se este valor pode estar a ser impactado pela contração da atividade económica em alguns países da UE", explica o economista Ricardo Carreira, em declarações ao JE.
A inflação continua elevada no Reino Unido, que tem mesmo o indicador de preços mais alto nos G7, mas a tão temida recessão tem sido evitada até agora, dando margem de manobra ao banco central para colocar os juros em máximos de 15 anos.
Por ora, o BCE vai ignorar a recessão e manter o rumo da sua política monetária, mas esta será uma navegação à vista, atenta aos desígnios do sector financeiro.
Ao nível dos registos de novas empresas, observou-se uma queda de 3,6% face aos primeiros três meses do ano passado. No total da zona euro, registaram-se variações de 2,8% e 3,7% no primeiro trimestre do ano.