O discurso em torno da descida dos juros é um indicador e funciona como estímulo à economia interna e ao aumento de resultados das empresas norte-americanas.
As famílias delegam cada vez mais as suas funções primordiais a terceiros, colmatando os restantes momentos livres da «criança-rei» com a impiedosa exposição a vários ecrãs.
Depois do recuo do investimento privado na primeira metade do ano, Pequim quer colocar o indicador em linha com os gastos públicos, que continuam a crescer. Ainda assim, não é expectável um pacote de medidas abrangentes e de grande magnitude, como aconteceu várias vezes no passado.
Apesar dos dados desapontantes do lado macro, Pequim deve manter a prioridade económica na redução da dívida, sendo duvidoso que avance com estímulos orçamentais generalizados. Já do lado monetário é expectável novo corte das taxas de juro, sobretudo dada a queda do investimento.
A irresistível vontade dos governos em proteger a economia e as famílias poderá dar lugar a um maior endividamento público, que em alguns países, como Itália e Portugal, se encontram já em níveis bastante perigosos. Acresce que existe uma crise com o custo de vida, pelo que o aumento da pobreza é uma ameaça que deve ter sida em conta em 2023.
A atual incendiolândia é o monotema das últimas semanas em todos os canais de televisão com espaços noticiosos e existe com um – e único – propósito: chocar.
O banco central terá de conter a escalada dos juros e acalmar os agentes económicos para evitar que um abrandamento da economia se transforme numa recessão.
É preciso ser mais que um grande mercado e caminhar para uma maior integração, combatendo a irrelevância de algumas políticas europeias de que é exemplo a política orçamental.