O desconforto do regresso gera por vezes, alguma culpabilidade pelas reacções emocionais espoletadas e também, alguma incompreensão sobre a dificuldade de retomar o 'business as usual'.
Nem tudo são rosas nas contas públicas. A ainda elevada dívida pública portuguesa reforça a necessidade de os decisores políticos atuarem com prudência. E a rigidez da despesa pode comprometer a capacidade de resposta a desafios futuros.
Uma coisa é atingir um IRS de 50% para um rendimento de 80 mil euros/ano, caso português, outra coisa é atingir esse nível de IRS para um rendimento de 400 mil euros/ano, caso alemão.
Como se calcula? É simples! Basta dividir o valor total das prestações pelo rendimento líquido e multiplicar por 100%. Recomenda-se que não ultrapasse os 35%.
Por ora, a IA sabe, sobretudo, lidar com problemas específicos, mesmo complexos, em contraste com o senso comum, que é vago e não pode ser enquadrado num conjunto de regras algo rígidas.
Sem as necessárias compensações financeiras e fiscais, as nossas IPSS irão continuar a viver na asfixia. Com prejuízo para elas e, seguramente, para toda a sociedade portuguesa.