Autoridades francesas anunciam recolher parcial em Paris, entre as 23 horas e as seis da manhã. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, culpa a "extrema-esquerda" por explorar os protestos.
A extrema-direita e a esquerda radical parecem estar apostadas em demonstrar que o macronismo já não tem cabimento em França. A melhor forma de o fazer é manter as ruas em alvoroço até abril. E, evidentemente, recusar qualquer acordo em torno do Orçamento do Estado para 2027.
Os deputados aprovaram o novo imposto sobre as grandes empresas, o que dá algum fôlego político ao primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Que continua a tentar o que parece impossível: agradar aos socialistas e manter o apoio do centro e da direita moderada.
O primeiro-ministro fez-lhes a vontade retirando a revisão da idade da reforma e os socialistas dizem-se agora dispostos a voltar à conversa sobre o Orçamento do Estado. E o FMI já está em campo para ajudar o governo. A tensão sobre o spread da dívida diminuiu.
O primeiro-ministro que sucedeu a si próprio vai esta terça-feira apresentar um Orçamento que pode não ser mais pura perda de tempo: Sébastien Lecornu vai enfrentar uma moção de censura da extrema-direita, outra da extrema-esquerda e ainda uma terceira se as exigências dos socialistas não forem atendidas.
O primeiro-ministro cessante afirmou também, depois do seu último encontro com o presidente Emmanuel Macron, que a dissolução da Assembleia Nacional está mais longe. A oposição não parece convencida.
A profunda crise política que se arrasta em França desde junho de 2024 e que não tem fim claro à vista é responsável pelo aumento generalizado dos juros das economias da União europeia. Entretanto, o país foi abalado pelo tsunami Edouard.
Ao cabo de demasiadas horas de silêncio, o presidente francês mandou emitir um comunicado em que dá a conhecer um pedido para que Sébastian Lecornu, primeiro-ministro demissionário, se mantenha como negociador – ninguém sabe de quê. Vai agora enfrentar um impeachment. Socialistas estão disponíveis para formar governo.
O presidente francês quer que o primeiro-ministro demissionário conduza negociações para a criação de uma plataforma de estabilização da crise política. Sébastien Lecornu disse que sim.
Se o novo avança, isso quererá dizer que o primeiro-ministro Sébastien Lecornu está a testar a possibilidade de encontrar apoio parlamentar entre os socialistas, o que seria uma forte mudança em relação aos seus mais recentes antecessores. O homem mais rico de França é evidentemente contra e o célebre economista Thomas Piketty é evidentemente a favor.
Manter feriados e inverter os cortes previstos na saúde fazem parte do plano do novo primeiro-ministro francês. Mas a resposta das oposições não mudou: Lecornu é mais do mesmo. Mesmo assim, os socialistas podem ser uma primeira rutura nesse muro da oposição.
Primeiro-ministro ouviu as forças políticas com representação na Assembleia Nacional. Quase unanimemente, as críticas centraram-se na dificuldade em perceberem qual é a agenda do próximo governo de François Bayrou.
Esta segunda-feira, após receber Marine Le Pen e Jordan Bardella, líderes do partido mais votado, François Bayrou conversará com o antigo primeiro-ministro Gabriel Attal e com todos os outros partidos com assento na Assembleia Nacional, na tentativa de encontrar um compromisso para a governabilidade.
O índice CAC 40 está a recuar mais de 2% desde o início do ano e 9% desde que se despoletou uma crise política em França. O mau ano no setor do luxo sobressai entre as cotadas.
Moções de censura serão votadas esta quarta-feira. Ausente numa visita à Península Arábica, o presidente Macron disse que “não acredito” no que as oposições estão a fazer à França.
Emmanuel Macron preocupou-se em encontra uma solução para a chefia do governo que não colidisse com as próximas presidenciais. Edouard Philippe, que já lançou a corrida ao Palácio do Eliseu, promete apoiar Michel Barnier.
O responsável sublinhou a importância de fazer baixar os níveis da dívida entre os países europeus no próximo ano, de forma a evitar uma contração das economias.
A inesperada dissolução da Assembleia Nacional francesa atirou o país para uma espiral de pressão sobre a sua dívida - que em nenhuma circunstância é uma boa notícia.
O BCE já não está disponível para ver o bloco dos 27 em geral e a zona euro em particular a vacilar sempre que um Estado-membro entra em crise. Por isso, tem nas mãos os instrumentos necessários para acorrer a qualquer necessidade.
O CAC 40 caiu 4,88% desde o início da semana, que coincidiu com o momento em que o presidente Emmanuel Macron decidiu marcar eleições antecipadas. Entretanto, já há uma nova Frente Popular: o ‘fantasma de Leon Blum’ também não faz bem aos índices.
Num dia especialmente agitado nos mercados - com os juros da dívida soberana francesa a dispararem até ao valor mais alto do ano antes de aliviarem - a maioria dos dirigentes dos Republicanos está em desacordo com a proposta de união aos extremistas de Marine Le Pen.