Cabaz alimentar atinge novo máximo e a escalada dos preços dos cereais ameaça provocar nova vaga de aumentos com Portugal a depender 80% do que vem de fora.
A proibição da carne de bovino do Brasil foi confirmada pelo gabinete do Comissário Europeu para a Saúde e o Bem-Estar Animal, Oliver Varhelyi, segundo descreveu eurodeputado irlandês Ciaran Mullooly nas redes sociais e também à imprensa irlandesa.
Numa resposta enviada à Câmara dos Deputados, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) brasileiro afirmou que a adaptação às novas exigências sanitárias da UE dependia "em grande medida" das empresas brasileiras.
O aumento do preço da carne bovina permite pagar melhor aos agricultores, gerando um rendimento justo que não acontecia há muito tempo, mas mesmo assim o setor não atrai os mais jovens
No entanto, as novas taxas, que entram em vigor na quarta-feira e terão uma duração de cinco anos, são significativamente inferiores às tarifas provisórias de até 62,4% aplicadas desde setembro ao setor suíno europeu.
Segundo um comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio chinês, as taxas alfandegárias, que variam entre 15,6% e 62,4%, entrarão em vigor a partir de 10 de setembro e serão cobradas sob a forma de cauções junto das Alfândegas.
O preço dos alimentos aumentou em novembro para o nível mais elevado desde abril de 2023, tendo atingido uma média de 127,5 pontos, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Com o fim da isenção de IVA, e apesar da queda que se tem verificado na taxa de inflação, até ao final de janeiro haverá aumento de preço em alguns produtos, avisa o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). Aumentos decorrem da reintrodução da taxa de imposto de 6%, mas também da pressão dos custos das matérias-primas e energia.
Desde que a guerra na Ucrânia começou, o cabaz de bens alimentares essenciais aumentou 19,31% (mais 35,44 euros), custando agora 219,07 euros fase aos 185 euros registados em fevereiro, alerta Deco Proteste. O peixe e os laticínios são as categorias com os maiores aumentos entre 23 de fevereiro e 7 de dezembro, com subidas de 22,64% e 22,10%, respetivamente.
Cabaz de bens alimentares essenciais custa hoje mais 27 euros do que há nove meses, alerta a Deco Proteste. Aos produtos com maiores aumentos de preços juntam-se ainda a carne que subiu 21%, os lacticínios que estão 19% mais caros e frutas e legumes com aumentos de 15% nos preços desde o início da guerra.