Taxa de carbono europeia ameaça tornar mais caros portos portugueses que temem fuga de carbono para Marrocos. Esgotamento da capacidade no estreito de Gibraltar é oportunidade.
A Comissão Europeia admitiu hoje prolongar por mais quatro anos o regime de licenças gratuitas de emissão de carbono para setores industriais, adiando o seu fim de 2034 para 2038. A proposta, avançada pela agência Lusa, surge num momento de crescente pressão sobre a indústria europeia e poderá representar um travão parcial no ritmo da transição climática.
O Governo alterou o regime de compensação dos custos indiretos da eletricidade para a indústria intensiva em energia, no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), mas as exigências são maiores e há novos mecanismos de controlo
Neutralidade carbónica na produção da Central de Cervejas será atingida até 2030. Na empresa de Vialonga, a descarbonização começou em 2017, soma 135 milhões e acaba de dar mais um passo.
Portugal é instado a liderar o reforço do mercado europeu de carbono, com foco nos transportes mais poluentes e difíceis de eletrificar. A ZERO defende regras mais exigentes para a aviação e o transporte marítimo, alargando o sistema a mais emissões. O objetivo é acelerar a descarbonização e garantir que estes setores cumprem a sua quota-parte na transição climática.
A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira, 1 de abril, uma proposta para reforçar a estabilidade e previsibilidade do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da União Europeia (EU ETS), considerado um dos principais instrumentos do bloco para a descarbonização da economia.
O setor está a sufocar. Numa empresa de média dimensão, o gás natural pode custar até dois milhões de euros e a taxa de carbono 500 mil. A concorrência da Índia nos pavimentos e da China na louça é outro problema. Se nada for feito, ou as empresas deslocalizam a produção ou fecham.
Google, Ikea, Coca-cola, Amazon, Volvo, Microsoft, Iberdrola e mais uma dezena de empresas fizeram uma declaração conjunta a apoiar o Sistema de Comércio de Emissões numa Europa dividida quanto ao tema. Portugal está na mesma linha de defesa.
A ideia é capturar a poluição nas cimenteiras, transportar por gasoduto e injetar no fundo do mar. Já há planos para um projeto-piloto ao largo da Figueira da Foz em 2030.
A inclusão dos impactos das alterações climáticas nos oceanos eleva o custo social do carbono de cerca de 47 para quase 90 euros por tonelada de C02, revelando perdas económicas até agora invisíveis que podem influenciar políticas públicas, decisões empresariais e avaliação de riscos financeiros ligados às emissões.
Novas taxas ambientais podem aumentar os preços dos fertilizantes entre 40 e 144 euros por tonelada colocando em causa a viabilidade da agricultura arável na União Europeia e em Portugal. Se a UE não recuar a partir de 1 de janeiro a fatura chegará também ao prato dos portugueses.
Os chamados super-ricos, definidos como indivíduos com mais de 30 milhões de dólares em ativos disponíveis, estão no centro de um debate crescente sobre desigualdade climática. Jatos privados, super-iates movidos a combustíveis fósseis, automóveis de luxo e, mais recentemente, foguetões privados, representam uma fatia desproporcionada e largamente evitável das emissões globais.
A Navigator será a primeira empresa no mundo a produzir embalagens de celulose moldada numa unidade verticalmente integrada a partir de fibra de eucalipto. A unidade pode produzir cerca de 100 milhões de embalagens por ano.
A China pretende que até 2025 estejam operacionais os primeiros projetos de baixo carbono utilizando as tecnologias de geração de energia de baixo carbono e até 2027 o país quer expandir os projetos de baixo carbono e reduzir os custos operacionais.
Estudo da Oliver Wyman e da EuroCommerce considera que para cumprir a meta traçada pela União Europeia o sector retalhista e grossista da União Europeia deve "acelerar imediatamente os seus esforços" de descarbonização.
A empresa reduziu, desde 2005, em 88% as emissões de gases com efeito de estufa (carbono), diminuiu o consumo de eletricidade em 68% desde 2002, e conseguiu uma redução de 41% no consumo de água desde 2003, de acordo com o Economic Environmental and Social Report de 2023.
"Combinado com outras medidas políticas, o imposto sobre o carbono poderia ajudar a mitigar essas emissões residuais que não podem ser abordadas pelos mercados de créditos sobre o carbono, pelas subvenções e pela tecnologia", defendeu o secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), Claver Gatete.
Todos dizem mal do carbono, só que ninguém quer acabar com ele. Sem alternativas viáveis, o carbono é insubstituível, e restringir o insubstituível apenas exponencia a subida do seu valor real.
A companhia aérea aderiu à tecnologia Direct Air Capture with Carbon Storage (DACCS) da Airbus, que remove as emissões de dióxido de carbono (CO2) diretamente do ar e depois armazena-o em reservatórios subterrâneos.
Os empreendedores, de startups e scale-ups de qualquer nacionalidade, podem inscrever-se até ao próximo dia 10 de setembro nas cinco categorias desta competição global de inovação da Galp Upcoming Energies: gestão de dados, armazenamento e processos, descarbonização, responsabilidade social e mobilidade elétrica.
As árvores e a blockchain têm mais em comum do que talvez imaginássemos. "Vamos criar digital twins (“gémeos digitais”) da floresta que depois nos irão permitir escalar a solução para qualquer parte do mundo”, avança ao Jornal Económico o cofundador da empresa CO2offset.