Primeiro-ministro da Bulgária diz que dois navios foram atingidos por drones no Mar Negro, um deles afundou-se. A NATO já disse que está atenta ao que se passa na região.
Mas não há nenhuma razão para se pensar que a Bulgária vai substituir a Hungria. Que não é o mesmo que dizer que Sófia vai esquecer a existência de Moscovo. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Bulgária realizou hoje a sua oitava eleição parlamentar em cinco anos, com o partido do ex-presidente pró-russo Rumen Radev, a Bulgária Progressista, a liderar com 37,5% dos votos, segundo a sondagem à boca das urnas da agência Alpha Research.
“Amanhã, apresentarei a minha demissão do cargo de Presidente da República da Bulgária”, afirmou Rumen Radev, de 62 anos, numa declaração oficial à nação.
O ano de 2025 resultou num misto entre algumas vitórias dos partidos do centro, mais moderados, e a confirmação da capacidade da extrema-direita em chegar ao poder. 2026 promete manter esta luta de algum modo distópica em várias geografias.
A inflação e o défice orçamental são os dois grandes desafios da Bulgária, num contexto em que a dívida pública é um dos melhores indicadores do país. Mas, repentinamente, acusado de não conseguir controlar a corrupção, o primeiro-ministro renunciou. Há eleições algures em janeiro.
Protestos em massa contra a corrupção e contra a proposta de Orçamento do Estado, entretanto retirada, levam governo búlgaro a demitir-se. País adota o euro como moeda nacional a 1 de janeiro.
“A adesão da Bulgária à área do euro não só constituirá uma conquista significativa para o país, com importantes benefícios para a sua economia, como também reforçará a força, a resiliência e a voz da área do euro no mundo. Esta evolução reflete a estabilidade duradoura e o caráter atrativo da nossa moeda comum”, referiu Donohoe, em comunicado.
A entrada neste mercado é realizada através do modelo de franchising, permitindo uma adaptação ao perfil dos consumidores da região, garantindo assim uma maior proximidade cultural e comercial, refere a empresa em comunicado.
“Portugal saúda a plena entrada da Bulgária e da Roménia no espaço Schengen a partir de 01 de janeiro, finalmente aprovada pelo Conselho. Uma justa e adiada aspiração dos povos búlgaro e romeno, desde sempre apoiada por Portugal”, lê-se numa publicação na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.
As eleições de outubro seriam as sétimas legislativas desde 2021 e, para governar provisoriamente o país, Radev tinha agora recorrido à vice-presidente do Tribunal de Contas, Goritsa Grancharova-Kozhareva, que tinha até hoje como prazo para apresentar a sua equipa.
Com 69 votos a favor dos 138 expressos por uma assembleia de delegados e pelo Santo Sínodo, o órgão supremo da Igreja, Danaïl ganhou a eleição sobre o seu rival Grigory, considerado neutro pelos peritos e que recebeu 66 votos. Três votos foram considerados nulos.
Foi em 2011 que a Comissão Europeia deu aval à integração dos dois países banhados pelo Mar Negro, com Sófia e Bucareste a demonstrarem o cumprimento das condições para a adesão.
Esta decisão implica que, a partir de março, serão cortados os controlos nas fronteiras aéreas e marítimas internas com aqueles dois países, com o compromisso da Áustria, Bulgária e Roménia acordarem, posteriormente, uma data para o fim dos controlos terrestres.
Cinco países da União Europeia, aliados da Ucrânia, decidiram apelar em conjunto à extensão das restrições às importações de cereais ucranianos, para proteger os seus agricultores até ao final do ano, anunciou hoje o Governo polaco.
A Bulgária vai entregar à Ucrânia 100 veículos blindados do ‘stock’ da polícia búlgara, principalmente veículos de infantaria, segundo as autoridades de Sofia, citadas pela rede de informação independente pan-europeia Euroactiv.
Repetidamente primeiro-ministro nos últimos 20 anos, acusado de conduta pouco esclarecida, retirado do poder por vontade da oposição, o 'velho senhor' regressa sempre. O partido pró-Rússia e anti-União Europeia ficou em terceiro e vale mais de 13% do eleitorado.
A instabilidade política e a crise económica marcam os dias dos búlgaros - que vão mais uma vez a votos este domingo. Mas as sondagens indicam que o impasse deverá manter-se, num país que sugere ser ingovernável.
A Bulgária decidiu adiar um ano, para 2025, a data em que poderá entrar na zona euro, uma vez que não cumpre os critérios necessários nem aprovou a legislação necessária, indicou hoje a ministra das Finanças, Rositsa Velkova.