Para as nossas exportações, o Mercosul é acesso a mercado, não um pormenor. O próximo presidente do Brasil ajudará a decidir se a atual abertura se aprofunda ou se o populismo a transforma em mais uma trincheira.
Num país que continua dividido entre dois pólos políticos que vivem em constante regime de confrontação, nenhuma eleição é ‘apenas’ uma eleição. Em todas elas, a esquerda de Lula e a direita de Bolsonaro batalham por cada centímetro de terreno.
As primárias argentinas abriram caminho a uma eventual vitória de Javier Milei nas presidenciais, o candidato admirador de Trump e aliado do Bolsonarismo e do Vox em Espanha.
Numa região de equilíbrios frágeis como a América do Sul, e em que houve mudanças de poder recentes, existe uma probabilidade de alastramento. Por isso, o caso brasileiro, sendo exportável, precisa de ser tratado com todo o apoio que internacionalmente lhe foi prontamente concedido.