O problema agrava-se porque um aumento médio global de 2 ºC traduzir-se-á, em muitas regiões, em subidas de 3 a 4 ºC, como no Médio Oriente. Isto significa que várias zonas do planeta poderão tornar-se inabitáveis para grande parte da população, que terá de emigrar para sobreviver.
É fundamental que os cidadãos e os líderes globais reafirmem o valor da cooperação internacional e reconheçam que os interesses nacionais estão ligados ao bem-estar global.
A COP29 precisa de ir além dos comuns compromissos simbólicos e trazer decisões concretas e verificáveis que garantam um futuro sustentável e limitem o aquecimento global.
Nos últimos 12 meses, a temperatura global foi, em média, 1,61 graus Celsius mais elevada do que na era pré-industrial, ultrapassando o limite de 1,5 graus Celsius estabelecido pelo Acordo de Paris de 2015.
A energia nuclear é reconhecida, pela primeira vez, como fazendo parte da solução na luta contra o aquecimento global num documento final de uma COP. Um marco importante e um resultado merecido pelas diplomacias dos EUA e França.
Cientistas ligados à União Europeia (UE) chegaram à conclusão que o registo de outubro ultrapassou o recorde anterior por uma margem de 0,4 graus Celsius.
No sábado passado, o país asiático registou um recorde na temperatura, o que obrigou várias pessoas a ficarem em casa e abrigadas do calor extremo durante o dia.
As alterações climáticas aumentaram em pelo menos 100 vezes as probabilidades de um episódio de calor sufocante como o que aconteceu no final de abril e que afetou especialmente Portugal, Espanha, Marrocos e Argélia.
A redução de emissões deve corresponder a 60% até 2035, face aos números de 2019. O ZERO sublinha que o aumento das temperaturas estimado pela ONU vai muito além do que deveria e poderá provocar problemas no acesso a água potável e aumento da pobreza, por exemplo.
Não havendo falta de instrumentos políticos que permitam uma transição bem sucedida para uma economia hipocarbónica, tem faltado, isso sim, arrojo político.
A transição energética já não é apenas sobre travar o aquecimento global. É, cada vez mais, sobre segurança de abastecimento, transações justas, preços comportáveis e autonomia energética.