Por causa do mau tempo, a votação foi adiada em todas as freguesias de três concelhos (Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã) e, também, em duas freguesias de Santarém, outras tantas de Rio Maior, uma freguesia nos concelhos de Leiria, Cartaxo e Salvaterra de Magos.
O candidato apoiado pelo PS terá uma vitória expressiva nesta segunda volta das eleições, com um resultado entre 67% e 71,4%. O presidente do Chega entre 28,6% a 33%.
António José Seguro, de 63 anos, deverá ser o mais votado este domingo e suceder a Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República, de acordo com as primeiras projeções. André Ventura pode atingir 32%, segundo a mesma projeção.
O presidente do Chega considerou “um desrespeito mandar as pessoas votar hoje tendo em conta o que aconteceu” no país e espera que “não tenha influência para a abstenção”.
“Eu vou propor hoje e vou propor ao outro candidato e ao Presidente da República e aos vários poderes municipais que, por uma questão de igualdade de todos os portugueses, que se adie uma semana o ato eleitoral”, anunciou num almoço com autarcas do Chega, no Algarve.
Antes do arranque oficial da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, que disputa com António José Seguro, o candidato apoiado pelo Chega manteve o tom agressivo e a retórica anti-imigração e contra minorias, discurso que foi deixando cair com a chegada da depressão Kristin.
No requerimento, subscrito pelo líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, e pelo coordenador do partido na comissão de Defesa Nacional, Nuno Simões de Melo, lê-se que perante um cenário de “calamidade pública” em vários concelhos do país, “a resposta do Estado tem sido manifestamente insuficiente”.
“Sabe qual é que é o perigo para a democracia, verdadeiramente? O perigo para a democracia é quando os sistemas de interesses capturam a democracia. O perigo para a democracia é quando os políticos se tornam absolutamente redundantes, incapazes de tomar decisões e não têm coragem política de enfrentar o sistema de interesses instalado”, afirmou.
"Nos canais generalistas, o debate foi acompanhado por mais de 3,9 milhões de portugueses, correspondendo a uma audiência média de 2,4 milhões de telespetadores e a um share total de 48,7%", informa a Universal McCann, que fez a análise das audiências.
Ambos os candidatos afirmaram que, caso sejam eleitos nas presidenciais de 8 de fevereiro, irão pedir alterações à proposta da revisão da lei laboral do governo de Luís Montenegro. Saúde, emigração e as relações com os Estados Unidos de Trump, estiveram à discussão naquele que foi o único debate entre António José Seguro e André Ventura.
Seguro continuará a pautar pela moderação na sua campanha agora alavancada nos diversos apoios que lhe têm chegado, sobretudo do centro direita. André Ventura tentará puxá-lo para o debate ideológico sublinhado o posicionamento "anti-sistema". A campanha eleitoral, que oficialmente só começa no dia 28, tem esta terça-feira o único debate televisivo entre os dois candidatos.
O candidato mais votado no estrangeiro foi André Ventura, líder do Chega, com 40,93%, seguido de António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS), com 23,69%,
A carta aberta de apoio a António José Seguro conta com as assinaturas de António Capucho, Miguel Poiares Maduro, José Pacheco Pereira, o escritor Miguel Esteves Cardoso, o humorista José Diogo Quintela, entre outros.
O candidato que ficou em terceiro lugar na primeira volta das presidenciais recusou, no entanto, afirmar se irá votar em António José Seguro ou em branco.
No Montijo, o candidato apoiado pelo Chega questionou qual o “medo” de Seguro em debater, uma vez que só aceitou fazer um debate televisivo e recusou agora o debate nas rádios.
O único frente a frente dos dois candidatos acontece na próxima terça-feira, às 20h30, em simultâneo nos três canais, RTP, SIC e TVI, durante 75 minutos.
Tendo em conta o cenário político dos últimos anos, parece evidente que a força da convicção democrática e liberal da direita está neste momento a ser testada. Reconhecem-se, ou não, os seus eleitores, no regime que temos?
Paulo Núncio assumiu estas posições sobre as eleições presidenciais durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na Assembleia da República.