Luís Montenegro considerou que o excesso de burocracia “é um mal que, infelizmente, está propagado por toda a Europa”, mas que “em Portugal ainda é levado mais longe do que o muito que já é levado na Europa”.
Em causa está o troço Oiã (Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro) e Soure (distrito de Coimbra), correspondendo ao segundo lote da primeira fase (Porto - Soure) da linha de alta velocidade, com conclusão prevista para 2030. Contrato será adjudicado por 1,6 mil milhões de euros.
O concurso público referente ao primeiro troço da linha foi ganho por um consórcio liderado pela Mota-Engil, ao passo que o segundo troço foi recentemente colocado a concurso. Isto numa altura em que já é conhecido o financiamento da UE para a totalidade do projeto.
O primeiro-ministro estava a dizer aos deputados que o Governo já decidiu a localização no novo aeroporto em Alcochete e a alta velocidade Lisboa-Madrid, quando sublinhou uma "prioridade assumida pelo Governo, que ainda ontem decidiu lançar a segunda PPP para a ligação Lisboa-Porto-Vigo entre Oiã e Soure".
O troço Porto-Oiã, para o qual a Mota-Engil quer apresentar proposta, tem um investimento previsto, segundo cálculos da Infraestruturas de Portugal, na ordem de 1.978 milhões de euros.
“Numa obra destas não podem acontecer derrapagens de tempo, de prazo, porque nós temos um contrato 'chave na mão'. Quer dizer, não há margem”, salientou uma fonte da IP ouvida pelo Jornal Económico (JE).
"É um projeto de engenharia complexo e de elevado investimento”, garantiu ao JE uma fonte da Infraestruturas de Portugal, a entidade que lançou na semana passada o concurso para a primeira PPP
Os primeiros 71 quilómetros da linha de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa terão um custo máximo de 1,661 mil milhões de euros. Valor inclui uma ponte rodoferroviária sobre o Douro, 17 quilómetros de ligações à Linha do Norte, obras de adaptação na Campanhã, uma nova estação em Santo Ovídio, e uma subestação em Estarreja.
Intenção foi manifestada esta sexta-feira pelo secretário de Estado das Infraestruturas no âmbito da apresentação do projeto de alta velocidade Lisboa-Porto. "O TGV é o projeto de infraestruturas mais importantes da primeira metade deste século", realçou Frederico Francisco.
O secretário de Estado das Infraestruturas explicou hoje, à margem do último Conselho de Ministros antes da formalização da demissão do Governo, que a primeira fase está dividida em dois troços, aos quais correspondem dois concursos e dois contratos separados. As declarações de impacto ambiental também já foram obtidas.