É uma velha máxima do futebol mundial que também se aplica aos equipamentos desportivos. Mas há uma relação de 75 anos (e de 50 milhões de euros) que está prestes a terminar.
Depois do episódio protagonizado pelo rapper Kanye West, o grupo alemão está outra vez a ser alvo de polémica. Há por lá demasiados homens, demasiado brancos, dizem os críticos.
Dois irmãos alemães, um deles conhecido por ser uma espécie de Casanova e que foi preso na segunda guerra mundial e o outro convenceu Jesse Owens a calçar a sua marca nos Jogos Olímpicos de Berlim, chatearam-se e criaram duas das maiores marcas deportivas mundiais. Uma delas vai passar a equipar a seleção portuguesa a partir de 2025.
O tribunal de Manhattan declarou que a gigante desportiva alemã tem de pagar 75 milhões de dólares ao 'rapper' norte-americano pelo fim precipitado do contrato entre as duas partes. A este valor somam-se as perdas avultadas que a marca sofreu com o fim da venda dos artigos Yeezy.
Em termos homólogos, o fim do negócio com os Yeezy pesou 400 milhões de euros nas contas, com grande foco na América do Norte, Grande China e região EMEA.
A rápida reviravolta foi desencadeada pela preocupação de que os clientes possam interpretar mal a objeção da Adidas como uma crítica à missão do Black Lives Matter.
A parceria entre a marca de desporto alemã e a cantora norte-americana chega ao fim, depois de a marca da cantora, Ivy Park, estar a ser pouco lucrativo para a Adidas. As vendas da linha da artista caíram 50% no ano passado.