SNQTB aceita proposta da DGERT de aumentos de 3% para 2026 e deixa decisão nas mãos do BCP

Em comunicado, o SNQTB explicou ter decidido aceitar os termos propostos pela DGERT com o objetivo de alcançar uma posição de convergência para concluir o processo negocial com a instituição bancária.

SNQTB aceita proposta da DGERT de aumentos de 3% para 2026 e deixa decisão nas mãos do BCP
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O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) aceitou a proposta de mediação da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) para a atualização salarial do Banco Comercial Português (BCP), que prevê aumentos de 3% em 2026 e de 2,5% em 2025, divulgou hoje 8 de outubro a estrutura sindical.

Em comunicado, o SNQTB explicou ter decidido aceitar os termos propostos pela DGERT com o objetivo de alcançar uma posição de convergência para concluir o processo negocial com a instituição bancária.

A proposta de mediação apresentada pela DGERT em 2 de outubro estabelece, para 2025, uma atualização das tabelas salariais e das cláusulas de expressão pecuniária de 2,5%, com efeitos retroativos a 1 de janeiro do mesmo ano. Para 2026, prevê um aumento de 3%, igualmente com efeitos a 1 de janeiro.

O sindicato recorda que tinha rejeitado a proposta inicial de 2% apresentada pelo BCP para 2026 — valor que acabou por ser adiantado unilateralmente pelo banco —, tendo recorrido aos mecanismos legais de conciliação e mediação.

De acordo com o SNQTB, a intervenção da DGERT demonstra que “existe espaço para uma atualização de 3%”, representando “uma evolução significativa face aos 2% que o BCP decidiu adiantar unilateralmente”.

O BCP dispõe agora de um prazo legal de 10 dias, a contar da receção da proposta, para comunicar a sua posição ao mediador. Caso o banco aceite os termos, o processo negocial será concluído com o pagamento do ponto percentual remanescente relativo a 2026, com efeitos retroativos a 1 de janeiro.

A estrutura sindical salienta que a referência de 3% para 2026 já tinha sido proposta pela DGERT no âmbito da negociação setorial com o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), que a recusou.

O SNQTB defende que, num setor com resultados muito positivos, é fundamental assegurar que trabalhadores e reformados não continuem a perder poder de compra.

Apesar de considerar a sua aceitação um passo importante para resolver o caso específico do BCP, o sindicato nota que a questão global da atualização salarial na banca permanece por resolver. Pelo que, avança, “mantêm-se as ações de luta anunciadas pelos sindicatos do setor”, incluindo uma manifestação junto ao BCP agendada para 25 de novembro.

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