Setor do café, chá e especiarias regista crescimento de 17%

"Num setor onde a maioria das empresas opera com um risco médio de incumprimento, verificamos que o período económico de 2024 tem bastantes fatores positivos a registar", conclui a Iberinform.

Setor do café, chá e especiarias regista crescimento de 17%
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O setor da produção e distribuição de café, chá e especiarias em Portugal atravessa um período de clara vitalidade. Segundo dados recentes do Insight View da Iberinform revela que a faturação destas empresas cresceu 17% em 2024 face ao ano anterior, consolidando uma trajetória de aceleração, depois de já ter registado um aumento de 8% no ano anterior.

Este desempenho é acompanhado por uma alteração no perfil de vendas apesar do crescimento global do volume de negócios, registou-se uma quebra na taxa de exportação. Estes indicadores sugerem uma valorização dos produtos no mercado nacional e um aumento significativo do consumo interno.

Quanto à solidez financeira, o cenário é de estabilidade. Embora a grande maioria (71%) se situe num nível de risco médio, 16% apresentam baixo risco e apenas 1% enfrenta um risco máximo de incumprimento.

“Num setor onde a maioria das empresas opera com um risco médio de incumprimento, verificamos que o período económico de 2024 tem bastantes fatores positivos a registar”, conclui a Iberinform.

A gestão de fluxos de caixa também deu sinais de progresso, ainda que ligeiros. Tanto o prazo médio de pagamento (PMP) como o de recebimento (PMR) recuaram um dia face ao período anterior, fixando-se em 96 e 97 dias, respetivamente.

Uma das conclusões mais relevantes do estudo é a juventude do tecido empresarial: 40% das empresas foram criadas nos últimos cinco anos, demonstrando um forte dinamismo e renovação. Em contrapartida, apenas 6% das entidades operam no mercado há mais de 25 anos.

Geograficamente, a atividade mantém-se fortemente concentrada nos grandes centros urbanos e no litoral. Lisboa lidera com 23% das empresas, seguida pelo Porto (15%), Braga (7%), Setúbal (7%) e Faro (6%).

A estrutura do setor é composta quase exclusivamente por operadores de pequena escala. As microempresas representam 85% do total, as quais, somadas às pequenas empresas (12%), constituem 97% do tecido empresarial deste segmento. As médias e grandes empresas têm um peso residual de 2% e 1%, respetivamente.

Estas melhorias, embora tímidas, reforçam a confiança de fornecedores e clientes na estabilidade financeira dos produtores e grossistas de café, chá, cacau e especiarias em Portugal.

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