Refinaria de Sines: Interesses nacionais têm de ser defendidos, diz ministro

Ministro da Economia considera refinaria de Sines um ativo estratégico para o país, num momento em que decorrem as negociações entre a Galp e a Moeve.

Refinaria de Sines: Interesses nacionais têm de ser defendidos, diz ministro
Castro Almeida, Ministro da Economia. Créditos: Cristina Bernardo

O ministro da Economia defende que os interesses nacionais têm de ser salvaguardados no negócio entre a Galp e os espanhóis da Moeve que envolve a refinaria de Sines.

A fábrica de combustíveis é a maior exportadora nacional e a maior produtora de gasóleo e gasolina do país.

A fusão entre a Galp e a Moeve implica a passagem da refinaria para uma empresa onde a petrolífera lusa só vai ficar com 20%, e a Moeve com a restante percentagem, colocando também as suas duas refinarias nesta sociedade.

Manuel Castro almeida considera que este é um ativo ” de evidente valor estratégico” e que o Estado tem a obrigação de colocar os interesses do país em primeiro lugar nesta operação.

Neste momento, o ministro acredita que é possível o negócio avançar cumprindo esta designação.

“Acredito que é possível atingir ambos os objetivos”, disse Manuel Castro Almeida em entrevista à “Bloomberg” esta sexta-feira, 2 de outubro, esperando que o negócio esteja concluído nos próximos meses.

O Governo considera que é possível conciliar o negócio da fusão entre a Galp e a Moeve com a proteção da refinaria de Sines, a única em funcionamento em Portugal.

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