Quando a Alemanha e a França espirram, as exportações de alumínio sofrem

A procura global tem registado quedas acentuadas, mas, ainda assim, o mercado português está a conseguir resistir, em certa medida, à tendência, mesmo que as exportações estejam a perder fôlego. O principal responsável por este cenário é o enfraquecimento do sector automóvel, no qual vários componentes são já produzidos com recurso àquele produto. Projetos específicos, em várias áreas, podem contribuir para evitar uma tendencia ainda mais negativa.

Quando a Alemanha e a França espirram, as exportações de alumínio sofrem
José Dias Alumínio

O alumínio tem características singulares: é um metal branco prateado, leve, com boa ductilidade, condutividade elétrica, condutividade térmica, resistência ao calor, alta tenacidade à fratura e resistência à radiação. Por isso é usado em diversos sectores, mas a procura tem registado uma queda significativa, à escala global, na generalidade dos sectores da economia.

O mercado português não escapa à tendência, em particular por causa do sector automóvel. Quem o diz é José Dias, eleito em julho presidente da Associação Portuguesa do Alumínio (APAL). Esta tem 54 associados que, em 2023 representaram uma contribuição na ordem de 500 milhões de euros para a economia portuguesa.

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