OpenAI, Google, Anthropic e SpaceXAI processadas por, alegadamente, violarem lei da concorrência

Segundo a Associated Press (AP), o processo deu entrada no tribunal da Califórnia na passada sexta-feira, 18, e alega que as empresas líderes de IA violaram a lei antritrust, quando concordaram em abrandar o desenvolvimento desta tecnologia. O processo alega ainda que esta concordância leva a uma diminuição do valor que os consumidores pagaram pelas subscrições de serviços de IA.

OpenAI, Google, Anthropic e SpaceXAI processadas por, alegadamente, violarem lei da concorrência
FILE PHOTO: OpenAI and ChatGPT logos are seen in this illustration taken, February 3, 2023. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

As quatro grandes empresas tecnológicas norte-americanas, Anthropic, Google, OpenAI e SpaceXAI que, na semana passada defenderam, o abrandamento do desenvolvimento da inteligência artificial (IA), são agora alvo de um processo judicial por, alegadamente, terem feito um pacto para abrandar este desenvolvimento.

Segundo a Associated Press (AP), o processo deu entrada no tribunal da Califórnia na passada sexta-feira, 18, e alega que as empresas líderes de IA violaram a lei antritrust (lei da concorrência), quando concordaram em abrandar o desenvolvimento desta tecnologia. O processo alega ainda que esta concordância leva a uma diminuição do valor que os consumidores pagaram pelas subscrições de serviços de IA.

O “filme” de abrandamento da IA iniciou-se no início do mês de setembro, quando um engenheiro, que trabalhou na Anthropic, deixou alertas sobre os perigos desta tecnologia. Estas declarações levaram a que o CEO da empresa, Dario Amodei, deixa-se um apelo para que haja um abrandamento no desenvolvimento desta tecnologia. Um apelo que contou com o apoio dos CEOs da OpenAI, Sam Altman e da SpaceXAI, Elon Musk.

Os três CEOs, mais o co-fundador do DeepMind da Google, Demis Hassabis, já avançaram com um plano para criar um regulador de IA.

Contudo, o processo alega que a coordenação deste acordo entre as diferentes empresas foi planeada antecipadamente. No processo, faz-se referência a declarações de julho de 2026, onde funcionários de alto nível das empresas reconheciam que “a intensa pressão competitiva para não abrandar unilateralmente” o desenvolvimento.

Os autores do processo não se opõem a que as empresas decidam, individualmente, abrandar o desenvolvimento desta tecnologia em prol da segurança. Contudo, alertam que as leis antitrust proíbem escolher um “atalho” e concordar em “substituir a responsabilidade individual por uma contenção coletiva”.

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