Nasce na Universidade de Leiria e Oeste ‘spin-off’ na área da IA

Primal AI junta professores e investigadores da Universidade de Leiria e Oeste que querem transferir para o mercado conhecimento científico e tecnológico desenvolvido na universidade. Startup aponta ao desenvolvimento de soluções de integração de IA em software empresarial e industrial.

Nasce na Universidade de Leiria e Oeste ‘spin-off’ na área da IA
Universidade de Leiria e Oeste

Chama-se Primal AI e é a primeira spin-off da novíssima Universidade de Leiria e Oeste (ULO).

Primal quer valorizar e transferir para o mercado o conhecimento científico e tecnológico desenvolvido na universidade e aponta ao desenvolvimento de soluções de integração de IA em software empresarial e industrial.

“A Primal AI posiciona-se como um parceiro tecnológico de proximidade, desenvolvendo soluções de integração de IA adaptadas às necessidades das Pequenas e Médias Empresas (PME), bem como serviços de consultoria e prototipagem tecnológica que procuram reduzir as barreiras à adoção de Inteligência Artificial e responder às especificidades dos contextos empresarial e industrial, a nível regional e nacional”.

A proposta assenta numa abordagem de IA privada, flexível e contextual, que permite ligar os modelos de Inteligência Artificial aos dados, processos, regras e conhecimento das empresas, mantendo mecanismos de controlo, rastreabilidade e supervisão.

O objetivo é “ultrapassar algumas das limitações das ferramentas generalistas de IA, que, embora possam responder eficazmente a determinadas tarefas, não dispõem, por si só, do conhecimento sobre os sistemas, processos e informação próprios de cada organização”.

A abordagem prevê ainda que o sistema possa aprender com os conteúdos e processos produzidos pela própria organização, permitindo uma adaptação progressiva ao seu conhecimento e contexto.

A equipa é constituída por Sílvio Mendes, Paulo Loureiro, Anabela Bernardino e Rolando Miragaia, docentes do Departamento de Engenharia Informática da Escola de Tecnologia e Gestão (ESTG) e investigadores do Centro de Investigação em Informática e Comunicações (CIIC) da ULO, e por Natalina Lopes, especialista em Gestão e Marketing.

“As ferramentas generalistas de IA podem ser muito eficazes em determinadas tarefas, mas não conhecem, por si só, o contexto específico de cada empresa. É precisamente essa ligação aos processos, aos sistemas, aos documentos e ao conhecimento de cada organização que queremos trabalhar com a Primal AI. A nossa proposta passa por colocar a IA dentro do próprio ecossistema empresarial, permitindo que os agentes utilizem os recursos e a informação da organização de forma integrada e controlada”, explica Sílvio Mendes, CEO da Primal AI e docente da ULO.

A criação da spin-off resulta da experiência da equipa promotora em projetos de investigação nacionais e internacionais de elevada componente tecnológica, nas áreas de Inteligência Artificial Aplicada, Sistemas Inteligentes, Sistemas de Informação, Otimização e Aprendizagem Automática.

“A criação da Primal AI representa uma oportunidade para valorizar e consolidar o conhecimento que tem vindo a ser desenvolvido através de vários anos de investigação. Queremos transformar esse conhecimento em soluções com aplicação em contextos reais, aproximando a investigação das necessidades das empresas e contribuindo para a transferência de tecnologia e conhecimento para o mercado”, afirma Paulo Loureiro, CTO da Primal AI e docente da ULO.

Nesta primeira fase, o desenvolvimento compreende uma abordagem através de parceiros tecnológicos, que integram a tecnologia desenvolvida nos seus próprios produtos para a disponibilizarem aos seus clientes, estando previsto o alargamento progressivo da atividade a uma relação direta com as empresas.

“A criação de uma spin-off é uma das formas de transformar o conhecimento produzido na Universidade em valor para a sociedade e para a economia. A Primal AI traduz precisamente essa ligação entre investigação, inovação e tecido empresarial, criando condições para que competências e resultados científicos desenvolvidos na Universidade de Leiria e Oeste se traduzam em novas soluções, novos negócios e atividade económica”, salienta Eduarda Fernandes, pró-reitora da ULO para a área da Valorização do Conhecimento e Relações Empresariais.

O processo foi articulado e acompanhado pelo CONECTA – Centro para Partilha e Valorização de Conhecimento da ULO, no âmbito do projeto INOVC+ – Ecossistema de Inovação Inteligente da Região Centro.

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