Mudanças para atingir net zero em 2050 estão a ser insuficientes, refere estudo da KPMG

O estudo ”Net Zero Readiness Report” da KPMG diz que, tendo em conta a situação em que vivemos, o empenho dos governos e das empresas tem estado condicionado no que toca à aplicação de mudanças que possam reduzir a emissão de gases com efeito de estufa.

Mudanças para atingir net zero em 2050 estão a ser insuficientes, refere estudo da KPMG
descarbonizacao-fabricas

A KPMG, uma empresa que presta serviços nas áreas de auditoria, fiscalidade e consultoria, realizou um estudo ”Net Zero Readiness Report” sobre o estado das organizações em cumprirem a meta net zero a nível global, tendo concluído que o ritmo das mudanças encontra-se num nível insuficiente para atingir esta meta até 2050.

Perante a situação que vivemos com tensões geopolíticas, o aumento do custo de vida, o aumento da dívida pública global, a necessidade de garantir o fornecimento de energia, são fatores que têm condicionado o empenho dos governos e das empresas no que toca à aplicação de mudanças que possam reduzir a emissão de gases com efeito de estufa.

O estudo revela que apesar de terem existido alguns casos de sucesso com o aumento da produção de energia com baixo teor de carbono, por parte de alguns dos países considerados mais poluentes, “o progresso das empresas é travado pelos custos de descarbonização”.

Pedro Q. Cruz, ESG Coordinator Partner da KPMG Portugal, afirma que “os governos, as empresas e a sociedade em geral devem continuar a tomar medidas para combater as alterações climáticas. É expectável que surjam novas correntes de pensamento entre as comunidades locais e os interesses globais, mas se quisermos realmente dar passos significativos para a redução dos gases com efeitos de estufa, ao ritmo que o planeta necessita, assegurando ao mesmo tempo um aprovisionamento energético estável, é necessária uma atenção muito maior para este tema”.

Segundo o estudo, e olhando para a realidade de cada país, os progressos em curso na implementação de medidas de descarbonização têm sido dificultadas pelo seu alto custo e pelo impacto negativo que podem ter na qualidade de vida das comunidades.

Já a nível das economias em rápido crescimento, verifica-se um aumento da procura por energia o que desencadeia investimentos na produção de energia com baixo teor de carbono e de combustíveis fósseis.

O progresso de descarbonização varia consoante o sector de atividade, sendo que a nível mundial também variam, no entanto o estudo salienta que o aumento da procura por veículos elétricos já contribui para o sucesso da descarbonização em alguns sectores.

Relacionado

Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Respondendo a perguntas da líder parlamentar do PCP Paula Santos sobre a operação, Hugo Espírito Santo lembrou que “existe o compromisso de que o comprador irá arcar com os remédios regulatórios diretamente”, mas rejeitou especular sobre as condições e obrigações que o executivo comunitário possa vir a decidir enquanto guardião dos tratados europeus em matéria de concorrência.