Como se posiciona a MAP nos diferentes segmentos do setor imobiliário e em termos de cobertura geográfica, e de que forma adapta a sua atuação às particularidades de cada projeto e região?
A MAP é um grupo cuja principal atividade é a construção de edifícios, com experiência nos vários segmentos do mercado imobiliário, nomeadamente residencial, hotelaria e serviços. Com sede em Lisboa e uma delegação no Porto, atua em todo o território nacional e tem projetos em execução desde o Norte até ao Algarve.
Para nós é fundamental acompanhar cada projeto de perto e a nossa especialização permite-nos ajustar a nossa atuação às suas características, às exigências do cliente e às particularidades da região onde se insere.
Num setor em que prazo, custo e qualidade estão permanentemente sob pressão, onde é que uma construtora como a MAP consegue hoje fazer mais diferença?
Confiança é a palavras-chave. Quando os clientes confiam na MAP, podem envolver-nos mais cedo, ainda durante a conceção do projeto. Esse acompanhamento permite identificar soluções construtivas e antecipar decisões que tornam o processo mais eficiente, com ganhos de prazo e maior controlo dos custos, trabalhamos em conjunto e de uma forma transparente, garantindo a qualidade pretendida.
De que forma a integração de empresas de fit-out de interiores e de manutenção de edifícios permite à MAP acompanhar todo o ciclo de vida de um imóvel e que vantagens traz ao promotor em termos de prazos e eficiência operacional?
A vantagem de reunir estas valências no mesmo grupo torna-se particularmente evidente em imóveis destinados a gerar rendimento, como são um exemplo os edifícios de escritórios. Se a MAP Spaces executar o fit-out dos inquilinos enquanto a MAP Engenharia e Construção constrói o edifício, é possível coordenar os trabalhos permitindo simultaneidades e reduzir o risco de incompatibilidades. O inquilino poderá ocupar o espaço mais cedo e o promotor antecipar o início das receitas.
A intervenção da MAP Property Services na manutenção assegura também uma transferência direta do conhecimento adquirido durante a construção. Isto retira ao promotor parte do esforço de passagem para a operação e ajuda a preservar as condições de garantia, através de intervenções coordenadas e do cumprimento da manutenção preventiva.
Para o investidor, o resultado é uma redução significativa do risco, tanto na construção como na operação do imóvel.

À medida que o setor adota modelos mais colaborativos entre promotores, projetistas e construtores, como evolui o papel do construtor e que vantagens traz o envolvimento da MAP desde a fase de conceção, através do Early Contractor Involvement?
Como referi, para que o processo seja eficiente, o promotor tem de poder olhar para o construtor como um dos seus parceiros de maior confiança. É na construção que será aplicada a maior parcela do investimento previsto no seu plano de negócios.
É por isso que temos defendido um modelo colaborativo de Early Contractor Involvement, que já tem dado bons resultados. O promotor partilha connosco, desde o início, o orçamento de construção necessário para viabilizar o projeto. Acompanhamos então o trabalho dos projetistas e a definição das soluções construtivas, procurando conciliar as ambições do projeto com esse orçamento.
Deste modo, quando o projeto está concluído, as soluções já foram estudadas à luz do custo previsto e a obra está pronta a avançar. É um processo que traz maior eficiência e previsibilidade a todos: promotores, projetistas e construtores.
A MAP defende uma forma de trabalhar em que a relação com o cliente é de verdadeira parceria, investindo também trabalho, tempo e conhecimento no projeto. O que implica esta lógica de parceria e como se concretizou, por exemplo, no caso Anna?
Uma verdadeira parceria implica partilhar objetivos, informação e conhecimento desde o início do projeto. O Anna, empreendimento residencial de excelência em construção junto à Avenida da Liberdade, em Lisboa, é um bom exemplo dessa forma de trabalhar.
A Adriparte, promotora, já tinha desenvolvido projetos com a MAP e confiava em nós enquanto construtora. Por isso, optámos por um processo colaborativo: o orçamento objetivo de construção foi partilhado desde o início com os projetistas e com a MAP Engenharia e Construção, e trabalhámos em conjunto para desenvolver uma solução adequada a esse valor, sem comprometer a qualidade pretendida.
O resultado está hoje em construção. Estimo que esta colaboração tenha permitido antecipar o início da obra em cerca de um ano, além de evitar custos associados a sucessivas revisões de projeto e a trabalho redundante das várias equipas. Antecipando ainda o retorno do investimento.

O que motivou a criação, no grupo MAP, de uma empresa especializada em villas de luxo e de que forma esta especialização responde às exigências particulares deste segmento?
A VILLAS nasceu para atuar exclusivamente na construção de moradias de luxo, um mercado que estudámos e conhecemos bem. As exigências deste segmento justificam uma empresa especializada, capaz de compreender as necessidades do cliente, apoiá-lo nas decisões e encontrar soluções à medida da casa que pretende construir.
Há também uma dimensão emocional. O cliente não está apenas a realizar um investimento imobiliário: está a criar o lar onde vai viver com a sua família. Isso exige sensibilidade, confiança e uma qualidade de execução à altura das suas expectativas.
A VILLAS tem atualmente obras em Cascais, na Lapa em Lisboa, na Comporta, em Melides e no Algarve. Acreditamos que esta especialização acrescenta valor a cada casa, porque a equipa, os processos e o conhecimento da empresa estão orientados para as necessidades deste tipo de projeto.
O co-investimento tem vindo a ganhar espaço na estratégia da MAP. Que vantagens vê a empresa neste modelo e que valor acrescenta poder combinar capacidade de investimento com conhecimento profundo da construção?
O desenvolvimento da área de coinvestimento imobiliário no grupo surgiu também em resposta a solicitações dos nossos clientes investidores e promotores. A nossa experiência técnica enquanto construtores permite-nos identificar e mitigar riscos nas várias fases de um projeto imobiliário, em particular nos prazos e custos de construção, que têm um impacto decisivo no plano de negócios.
Quando investimos no projeto, temos também skin in the game: os nossos interesses ficam diretamente alinhados com os dos restantes investidores. Temos verificado que isso pode tornar os projetos mais atrativos para investidores passivos e entidades financiadoras, pela segurança acrescida de contar com um grupo construtor como coinvestidor e responsável pela execução da obra.
Somos atualmente investidores em projetos no Porto e em Lisboa e continuamos atentos a novas oportunidades de desenvolvimento com escala.