L’Oréal compra startup de tecnologia ambiental Gjosa e quer escalar mercado de beleza

A operação deverá estar concluída nas próximas semanas. A L'Oréal desenvolveu em parceria com a Gjosa o chuveiro profissional Water Saver de L'Oréal Professionnel, incluído na lista 100 Melhores Invenções do Ano da revista TIME em 2021.

L’Oréal compra startup de tecnologia ambiental Gjosa e quer escalar mercado de beleza
L'Oréal (Bens de Grande Consumo)

A L’Oréal anunciou esta quinta-feira, 11 de janeiro, um acordo para comprar as ações em circulação da Gjosa, empresa pioneira na tecnologia de redução do consumo de água, sediada na Suíça. O gigante mundial do sector da beleza revelou em 2021 um investimento minoritário nesta startup através do seu fundo de capital de risco corporativo, BOLD (Business Opportunities for L’Oréal Development).

“Esta aquisição reforça ainda mais os compromissos da L’Oréal for the Future, incluindo uma abordagem abrangente e baseada na ciência para a gestão da água, garantindo que as atividades do grupo respeitam os limites planetários conforme definidos pela comunidade científica”, adianta a L’Oréal  em comunicado, acrescentando que a operação permite “inovar e escalar múltiplas aplicações de tecnologia da Gjosa para o mercado da beleza”.

A operação deverá estar concluída nas próximas semanas.

Em parceria com a Gjosa, a L’Oréal, lançou o chuveiro profissional Water Saver de L’Oréal Professionnel, incluído na lista das 100 Melhores Invenções do Ano da revista TIME em 2021. Esta tecnologia patenteada de redução do consumo de água permite que os salões economizem nas lavagens de cabelo até 69% de água.

Desde 2023, este chuveiro sustentável foi implementado em mais de 10.000 cabeleireiros profissionais na Europa e no Médio Oriente, ajudando a poupar mais de 182 milhões de litros de água, o equivalente a 72 piscinas olímpicas. “O plano é continuar esta expansão para mais de 200.000 salões em todo o mundo nos próximos anos”, revela a L’Oréal esta quinta-feira, em comunicado.

“A aquisição da Gjosa fortalece ainda mais a nossa capacidade de construir a sustentabilidade diretamente nos nossos produtos e serviços, permitindo-nos integrar perfeitamente a tecnologia de conservação de água em novas formulações e inovações Beauty Tech“, afirma Nicolas Hieronimus, CEO L’Oréal Groupe. “Juntos, podemos aumentar rapidamente a escala de soluções de beleza sustentáveis com um desempenho melhorado e menos intenso em recursos e introduzi-las no ecossistema de beleza mais alargado.”

Barbara Lavernos, diretora executiva adjunta responsável pela Investigação, Inovação e Tecnologia do Grupo L’Oréal, refere que até 2030, prevê-se que quase 60% da população mundial sofra de escassez de água, salientando que a “combinação da ciência e da tecnologia desempenhará um papel vital nos nossos esforços para proteger este valioso recurso”.

“A nossa parceria tem sido extremamente aberta e colaborativa desde o início, pelo que toda a Gjosa está entusiasmada com este novo capítulo como parte da família e da cultura do Grupo L’Oréal”, afirma Amin Abdulla, cofundador e membro do conselho de administração da Gjosa.

E Laurent Manca, CEO da Gjosa, complementa: “A combinação da liderança no mercado de beleza da L’Oréal com a experiência central da Gjosa em tecnologias de conservação de água contribuirá para transformar a indústria da beleza, com inovações Beauty Tech, sustentável em escala”.

Relacionado

Resultados das tecnológicas testam temperatura dos investidores pela IA

Resultados das tecnológicas testam temperatura dos investidores pela IA

Ruben Pires29 Out
Meta, Alphabet, e Microsoft já apresentaram os resultados do terceiro trimestre. Investidores penalizaram a detentora da Google e a Meta e beneficiaram a Microsoft. Analistas consultados pelo JE referem que os resultados permitem concluir que continuam os avultados investimentos em inteligência artificial e que já existe pressão para que estes se transformem em receita e lucro.
Europa e Portugal “não estão preparados” para o 6G, refere CEO da Ericsson Portugal

Europa e Portugal “não estão preparados” para o 6G, refere CEO da Ericsson Portugal

Inês Correia Botelho28 Out
Numa conversa com os jornalistas, o CEO da Ericsson Portugal referiu a chegada da próxima geração de redes móveis, salientando que nem Portugal nem a Europa “estão preparados” para a receber. Na sua opinião, o Digital Networks Act (DNA) e o Cybersecurity Act (CSA2), duas propostas da União Europeia (UE) para garantir a sua soberania digital e mitigar dependências externas críticas, “servem para que a Europa não fique para trás na adoção do 6G”.