Livre classifica intervenção policial no Rossio como “absurda e injustificada”

"Agora, estamos a tentar perceber o que é que vai acontecer e portanto perceber junto dos hospitais e nas esquadras, entre detidos e feridos o que resulta desta situação completamente absurda e injustificada e indesculpável num país democrático como Portugal", afirmou Isabel Mendes Lopes.

Livre classifica intervenção policial no Rossio como “absurda e injustificada”
A líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, intervém durante na sessão plenária sobre a Lei da Nacionalidade, no sentido de restringir a aquisição da nacionalidade portuguesa e assegurar a possibilidade da sua perda em determinados casos, na Assembleia da República, em Lisboa, 04 de julho de 2025. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Depois da ação policial levada a cabo no Rossio na madrugada, deste domingo, 1 de novembro, a co-porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes classificou a situação como “absurda e injustificada”.

Isabel Mendes Lopes explicou que o partido esteve “com alguns manifestantes que conseguiram escapar à violência”.

Além disso, disse a deputada do Livre, que “chegaram alguns relatos dos manifestantes feridos, inclusivamente com a cabeça abertas”.

“Agora, estamos a tentar perceber o que é que vai acontecer e portanto perceber junto dos hospitais e nas esquadras, entre detidos e feridos o que resulta desta situação completamente absurda e injustificada e indesculpável num país democrático como Portugal”, afirmou Isabel Mendes Lopes.

A porta-voz do Livre lembrou que antes da ação policial “a praça estava calmíssima, ouviam-se os grilos na praça do Rossio, e portanto, mesmo que houvesse uma ocupação com tendas, essa é uma questão administrativa, não é uma questão de PSP com este número absurdo do corpo de intervenção, com todo o equipamento, com os cães”. “Não faz sentido nenhum”, referiu.

O porta-voz da Acampada de Lisboa pelo direito à habitação contabilizou, este domingo, pelo menos, 10 manifestantes detidos e seis feridos na sequência da intervenção policial no Rossio.

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“Há uma questão essencial para conseguirmos o tal diálogo, o tal consenso, é que o Governo deixe cair esta lei dos despejos, que não é uma lei consensual e, portanto, como base de diálogo para o problema da habitação, é preciso que essa lei caia”, defendeu a porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa.