Jerónimo Martins vai avaliar impacto do aumento do preço da energia no final do mês

“Quando fecharmos o trimestre, vamos ter de avaliar", indicou Pedro Soares dos Santos CEO do Grupo Jerónimo Martins.

Jerónimo Martins vai avaliar impacto do aumento do preço da energia no final do mês
Pedro Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins.

Pedro Soares dos Santos, CEO do grupo Jerónimo Martins disse esta quinta-feira, na apresentação dos resultados da empresa, que no final de março irá avaliar o impacto do aumento da energia nos negócios do grupo.

“Quando fecharmos o trimestre, vamos ter de avaliar. Até lá as empresas têm as suas capacidades para continuar a suportar o aumento do combustível”, disse Pedro Soares dos Santos.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão está a trazer impactos imediatos no preço dos fertilizantes, confirma o responsável Pedro Soares dos Santos, “o resto temos de aguardar, porque as mudanças acontecem meses depois. Mas os fertilizantes já começaram a alterar os preços”.

Ainda sobre a situação geopolítica, e sobre as alterações nas margens do negócio para este ano, o responsável avançou que “será extremamente desafiante”. “No nosso negócio é fundamental manter os volumes. Ao longo do ano existe, não só em Portugal como na Polónia, a ideia de que as margens poderão ser mais baixas. Se tivermos uma dose de realismo estaremos mais bem protegidos para o que pode acontecer”.

A Jerónimo Martins apresentou uma subida nos lucros de 8% para os 646 milhões de euros, em 2025, face ao ano passado, confirmou a dona das cadeias de retalho Pingo Doce, Biedronka, e Ara. O grupo registou crescimento nos seus principais mercados em 2025, com destaque para a Polónia (25,3 mil milhões de euros), Portugal (cerca de 6,7 mil milhões) e Colômbia (3,2 mil milhões).

As vendas atingiram os 36 mil milhões de euros, ou seja, um crescimento de 7,6%. O EBITDA – resultados antes de juros, impostos, depreciação, e amortização – subiu 11,1% para 2,5 mil milhões de euros.

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