Inteligência artificial, mas sempre com pessoas ao centro

A inteligência artificial (IA) vai tornar a banca mais rápida, eficiente e flexível, mas não substituirá a relação humana. É esta a convicção de Sérgio Raposo Frade, CEO do Grupo Crédito Agrícola, que vê no futuro um modelo tecnológico, sim, mas com as pessoas no centro.

Inteligência artificial, mas sempre com pessoas ao centro
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A inteligência artificial (IA) vai tornar a banca mais rápida, eficiente e flexível, mas não substituirá a relação humana. É esta a convicção de Sérgio Raposo Frade, CEO do Grupo Crédito Agrícola, que vê no futuro um modelo tecnológico, sim, mas com as pessoas no centro.

“Nós acreditamos que o futuro da banca, não obstante a tecnologia e a IA trazerem mais rapidez, mais eficiência e resolverem problemas práticos, continuará a passar por um modelo híbrido em que as pessoas são de facto importantes”, afirma.

O Crédito Agrícola começou em 2022 a reforçar competências em dados, analítica e IA e definiu um plano de aplicação em várias áreas, da relação com os clientes à gestão de risco, combate e prevenção da fraude e eficiência interna. A condição é que a tecnologia responda a necessidades concretas.

“O nosso desenvolvimento de IA é para resolver problemas das pessoas, não é porque a IA está na moda e porque temos de fazer IA”, sublinha Sérgio Raposo Frade, acrescentando que o grupo aposta na supervisão humana, segurança e formação dos trabalhadores.

A transformação será profunda, mas não deverá alterar a base do negócio. “Os valores do negócio acho que se manterão baseados na confiança, na solidez, na transparência e, no nosso caso, na simplicidade e na proximidade”, diz.

Essa proximidade será também uma das armas perante uma concorrência que já não vem apenas dos bancos. Fintech, insurTech e grandes grupos tecnológicos estão a entrar em segmentos tradicionalmente ocupados pelas instituições financeiras, aumentando a pressão sobre as margens. “Nenhum destes players vai ter a proximidade que o Crédito Agrícola tem. Nenhum destes players vai conhecer o cliente como o Crédito Agrícola conhece”, afirma.

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O CEO do Crédito Agrícola, Sérgio Raposo Frade, vê uma banca cada vez mais tecnológica, rápida e concorrencial, mas acredita que a transformação digital e a inteligência artificial não irão substituir a relação humana. Numa entrevista ao Jornal Económico, destaca a resiliência do modelo cooperativo, o papel do banco no interior do país e os desafios que se colocam ao setor, da pressão sobre as margens à atração de talento e à cibersegurança