Inteligência artificial: há uma nova geração de empresas a redefinir a próxima vaga

O estudo "Meet the New Generation of AI Disruptors", da Boston Consulting Group (BCG), revela que uma nova geração de empresas está a redefinir anova vaga da inteligência artificial e ao mesmo tempo a alterar a economia do setor tecnológico.

Inteligência artificial: há uma nova geração de empresas a redefinir a próxima vaga
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Há uma nova geração de empresas que estão a definir a próxima vaga da inteligência artificial (IA), estas empresas já colocaram sistemas a funcionar no terreno, e são capazes de interpretar o que os rodeia, manobrar equipamentos e decidir em tempo real.

Esta é a conclusão do estudo “Meet the New Generation of AI Disruptors”, da Boston Consulting Group (BCG), que analisou mais de mil empresas privadas norte-americanas em quatro domínios onde se está a definir a infraestrutura de computação e computação quântica.

A nova geração de empresas é caracterizada pela passagem da assistência para a execução autónoma, que tem sistemas capazes de decidir, gerir exceções e completar processos de ponta a ponta. Esta mudança está a inverter a economia do setor tecnológico, uma vez que em vez de ver o valor crescer com acrescentar de licenças e utilizadores, o valor passa agora a crescer com o volume e a qualidade dos resultados entregues.

Eduardo Bicacro, managing director e partner da BCG em Lisboa, afirma que “há aqui uma inversão que muitas equipas de gestão ainda não interiorizaram. Durante duas décadas, o software valia mais quanto mais gente o usasse. Agora o valor deixou de depender de quantas pessoas o usam e passou a depender dos resultados que entrega. Se um concorrente começar a faturar por resultado entregue onde a sua empresa cobra por acesso, a pergunta que se impõe é o que sobra do seu modelo de negócio. Esta pergunta é a base sobre a qual vários setores vão ser reorganizados”.

Outra característica é a reconstrução das arquiteturas técnicas em torno dos limites que travam a IA. O estudo é direto na comparação: em vez de construírem carros mais rápidos, estas empresas estão a construir o equivalente a um sistema de transportes inteiramente novo.

Já a terceira característica é a capacidade de extrair valor de dados que antes ficavam por aproveitar. A IA passou a interpretar sinais que não eram mensuráveis, esta vantagem competitiva está em integrar esses dados nas operações do cliente.

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