Guiné-Bissau: “Sim” vence referendo sobre entrada em vigor da nova Constituição

Numa comunicação transmitida em direto nos órgãos de comunicação social locais, Cármen Lobo afirmou que dos 914.428 eleitores inscritos para votar, 572.714 exerceram o seu direito cívico e destes 383.117 votaram a favor da nova Constituição.

Guiné-Bissau: “Sim” vence referendo sobre entrada em vigor da nova Constituição
Guiné-Bissau

A presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, a juíza Carmem Lobo, anunciou esta terça-feira, 1 de setembro, que o “sim” venceu o referendo de domingo sobre a entrada em vigor de uma nova Constituiçao, com 70% dos votos.

Numa comunicação transmitida em direto nos órgãos de comunicação social locais, Cármen Lobo afirmou que dos 914.428 eleitores inscritos para votar, 572.714 exerceram o seu direito cívico e destes 383.117 votaram a favor da nova Constituição.

A presidente da CNE indicou que 160.904 eleitores votaram “não”, o que corresponde a 30%.

“Com este resultado o voto ‘sim’ obteve a maioria”, declarou a líder da CNE.

No domingo, o povo guineense foi chamado para votar em referendo uma nova Constituição.

Segundo a oposição, o referendo constitucional foi um “fracasso total” devido a uma taxa de abstenção superior a 90%.

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e avançaram com uma nova Constituição que reforça os poderes do chefe de Estado.

A oposição considerou que se tratou de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

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