As principais bolsas europeias estão a negociar no ‘vermelho’ e Lisboa segue pelo caminho, com o PSI a perder 0,20% até aos 7.658 pontos. Ainda assim, a mexida mais acentuada é uma valorização, protagonizada pelos títulos da Galp.
A energética está a subir 2,33% e alcança os 16,23 euros nas negociações, após apresentar as contas do primeiro trimestre, que indicam um recuo de 9% nos lucros. Ao mesmo tempo, a Ibersol adianta-se 0,82% para 9,80 euros.
Em sentido oposto, o BCP contrai 1,84% e fica-se pelos 0,6598 euros, ao passo que a Jerónimo Martins perde 1,80% até aos 21,86 euros. Ao mesmo tempo, os CTT recuam 1,17% para 21,86 euros, enquanto a NOS recua 1,05% até aos 3,79 euros.
No exterior, há descidas de 0,90% em Itália, 0,53% em França, 0,27% em Espanha, 0,25% na Alemanha e 0,08% no Reino Unido, ao mesmo tempo que o índice agregado Euro Stoxx 50 derrapa 0,59%.
De acordo com a análise do Departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking, as bolsas europeias oscilaram “entre o verde e o vermelho ao longo da manhã”, pode ler-se.
“Notas de que a União Europeia se prepara para a formulação de um plano B, com medidas de resposta a um eventual cenário de saída sem acordo comercial com os EUA podem estar a gerar algum desconforto, ainda que as negociações devam continuar até ao deadline de 1 de agosto”, salientam os analistas.
“Bastante animado estava o setor de recursos naturais, com as empresas ligadas à indústria mineira em bom plano, perante a subida dos preços do minério de ferro e do aço, impulsionada pelo plano da China para uma mega barragem no Tibete, o que reforça a perspetiva de procura”, aponta-se na mesma análise.
“No de viagens e lazer, a Ryanair estava entusiasmada após o anúncio de que mais que duplicou os lucros trimestrais“, acrescenta-se, antes de uma referência às “valorizações da Delivery Hero e da Thyssenkrupp”.
“Em Portugal, as contas da Galp superaram as expetativas e levam-na à liderança no PSI, onde o BCP é condicionado pela correção da banca, numa semana em que o BCE vai anunciar as suas decisões de taxas de juro, na próxima quinta-feira”, lembram ainda os analistas.