Galp aumenta presença em São Tomé e Príncipe

A companhia passa a estar presente em 4 blocos de petróleo offshore no país lusófono onde pesquisa por petróleo em quantidades comerciais.

Galp aumenta presença em São Tomé e Príncipe
RovScan_Galp

A Galp anunciou hoje que aumentou a sua presença em São Tomé e Príncipe.

A companhia lusa via explorar mais um bloco: o 4, onde vai contar com uma participaçãpo de 27%.

O bloco será explorado em conjunto com a Shell (30%, operador), a Petrobras (27%) e a ANP-STP (15%).

A empresa não revelou o valor do investimento. O bloco está numa fase inicial de exploração.

A Galp já está presente no país com participações no Bloco 6 (45%, operador), 11 (20%) e 12 (41%, operador), na Bacia do Rio Muni, em águas ultraprofundas ao largo de São Tomé e Príncipe, onde está presente desde 2015. 

A companhia disse hoje que “foi pioneira na exploração em São Tomé” e desde 2015 “realizou um extenso trabalho de avaliação no offshore do país, incluindo a perfuração de um poço”.

“Estes trabalhos confirmaram a presença de um sistema petrolífero ativo, embora não tenham sido feitas descobertas comerciais”, esclarece.

“Com este acordo, a Galp reforça a sua presença no offshore de São Tomé, entrando num novo bloco em fase inicial de exploração com um compromisso financeiro limitado, consolidando assim a sua posição pioneira no desenvolvimento desta região exploratória”, pode-se ler no comunicado da companhia.

A empresa recorda que em 2022 perfurou o primeiro poço de exploração offshore de São Tomé, o Jaca-1. “Embora não tenham sido identificadas acumulações comercialmente viáveis, o poço confirmou a existência de um sistema petrolífero ativo, devidamente amostrado e estudado”.

“Ao longo dos anos, a Galp e os seus parceiros realizaram extensas campanhas sísmicas e estudos geológicos nestes blocos, avaliando o potencial de hidrocarbonetos da região. Apesar de a exploração ainda se encontrar numa fase inicial, a entrada da Galp no Bloco 4 demonstra o seu compromisso de longo prazo com o desenvolvimento dos recursos offshore do país”, conclui a companhia portuguesa.

Relacionado

Galp admite novos investimentos em Sines mas pede maior previsibilidade regulatória

Galp admite novos investimentos em Sines mas pede maior previsibilidade regulatória

"A Galp equaciona promover investimentos adicionais, mas estes só serão viáveis com um enquadramento regulatório que permita antecipar a procura futura de longo prazo", afirmou fonte oficial petrolífera, em resposta a perguntas da Lusa, na sequência do apelo da Comissão Europeia para travar o encerramento de refinarias e aumentar a produção de combustíveis na União Europeia (UE).