Exportações em agosto crescem no ritmo mais lento em seis meses

Comércio externo da China cresce 3,5% em agosto, após um aumento de exportações de 5,8% até junho.

Exportações em agosto crescem no ritmo mais lento em seis meses
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Em agosto, o comércio de mercadorias da China cresceu 3,5% em termos anuais com o crescimento das exportações a desacelerar para o nível mais baixo em seis meses. Uma evolução que se regista após o breve impulso de uma trégua tarifária com os EUA e que se esbateu agora. Mas a procura por outros mercados proporciona algum alívio às autoridades chinesas, que tentam sustentar uma economia que enfrenta baixo consumo interno e riscos externos. Para minimizar o impacto das tarifas de Trump, os produtores chineses tentam vender mais para a Ásia, África e América Latina.

As exportações da China registaram uma forte aceleração em junho, à medida que os fabricantes aproveitaram a trégua de 90 dias na guerra comercial com Washington para antecipar envios, num desempenho que superou amplamente as previsões dos analistas.
O maior exportador mundial viu as vendas ao exterior aumentarem 5,8%, em termos homólogos, para 325,2 mil milhões de dólares (cerca de 278 mil milhões de euros) em junho. E em julho, as vendas externas subiram 7,2%, superando as expectativas do mercado financeiro.
Apesar das tensões comerciais sem precedentes com os EUA, o comércio externo da China manteve-se sólido até agosto com a analistas a sinalizar que a desaceleração do crescimento das exportações foi afetada por uma base de comparação alta. Mas o número de agosto passado também foi “distorcido” pela pressa dos fabricantes em superar as tarifas de vários parceiros comerciais. Pequim mantém a meta de crescimento anual de “cerca de 5%”.

As importações e exportações totais de mercadorias da China em termos denominados em yuan (moeda chinesa) aumentaram 3,5% em agosto, marcando o terceiro mês consecutivo em que tanto as exportações quanto as importações alcançaram crescimento simultâneo, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira, 8 de setembro. De acordo com a Administração Geral das Alfândegas, as exportações lideraram a expansão geral durante este período, saltando 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações registaram uma ligeira queda de 1,2%.

Em termos de dólares americanos, as exportações e importações de bens do país em agosto totalizaram 322 mil milhões de dólares e 220 mil milhões, respetivamente. Nos primeiros oito meses, os números foram de 2,5 biliões e 1,7 biliões.

Nações do Sudeste Asiático são o maior parceiro
Durante o período de janeiro a agosto, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) continuou a ser o maior parceiro comercial da China, com o comércio bilateral total aumentando 9,7%, para 691 mil milhões de dólares, representando 16,7% do comércio exterior total do país. Em seguida, veio a União Europeia com 544 mil milhões de dólares, um aumento de 4,3% no comércio, representando 13,1% do total. Os Estados Unidos, ficaram em 3º lugar, com 383 mil milhões de dólares, uma queda de 13,5% e participação de 9,2%.

Os produtos eletromecânicos dominaram as exportações chinesas, somando 1,5 biliões de dólares, mais 9,2%, e representando 60,2% do total exportado. Neste segmento, destacaram-se os equipamentos de processamento automático de dados e componentes, circuitos integrados e automóveis. Nas importações, as principais commodities apresentaram uma queda nos preços. A China comprou 802 milhões de toneladas de minério de ferro. O petróleo bruto importado somou 376 milhões de toneladas. Já as importações de carvão totalizaram 300 milhões de toneladas.

Os produtores chineses estão a tentar exportar mais para os mercados da Ásia, África e América Latina para compensar o impacto das tarifas de Trump, mas nenhum outro país se aproxima do poder de consumo dos EUA, que já absorveu mais de 400 mil milhões de dólares de produtos chineses anualmente.

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