Estudo diz que inteligência artificial prepara-se para redefinir o ecossistema digital

Segundo o estudo da Deloitte ‘Technology, Media & Telecommunications (TMT) Predictions 2026’, há 13 tendências globais, que vão impactar os setores tecnologia, media e telecomunicações durante este ano.

Estudo diz que inteligência artificial prepara-se para redefinir o ecossistema digital
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A inteligência artificial (IA) está a entrar numa nova fase decisiva de maturidade, estando a chegar à integração em escala nos ecossistemas. Esta tecnologia está a redesenhar os alicerces do hardware, software, telecomunicações e dos media.

Segundo o estudo da Deloitte ‘Technology, Media & Telecommunications (TMT) Predictions 2026’, há 13 tendências globais, que vão impactar os setores tecnologia, media e telecomunicações durante este ano.

O redesenho dos alicerces está a impulsionar um novo ciclo de investimento em infraestruturas, e tem trazido uma reformulação dos modelos de negócio tradicionais, enquanto aceleram mudanças estruturais na forma como as pessoas e organizações comunicam, trabalham e consomem conteúdos.

De acordo com o estudo, os agentes autónomos de IA vão ser os grandes impulsionadores da próxima vaga de automação. “Com as empresas a considerarem gradualmente a integração de forças de trabalho com base em IA, antecipa-se que o mercado global possa atingir até 45 mil milhões de dólares em 2030, caso as organizações sejam capazes de retirar o máximo partido destes agentes”, refere.

Pedro Tavares, partner e líder da indústria de TMT da Deloitte, afirma que “a IA está a transformar, simultaneamente, os modelos de negócio, a forma como as empresas operam e, não menos importante, as expectativas dos consumidores. Ano após ano, fica patente que o ritmo da evolução não vai abrandar, e prova disso são os agentes autónomos, tecnologia que tem vindo a despertar mais atenção pelas potencialidades que traz. A combinação entre avanços técnicos, dinâmicas geopolíticas e mudanças no comportamento digital torna 2026 um ano decisivo”.

Segundo a empresa as principais tendências para este ano que vão impactar o mercado são a IA integrada em aplicações vai superar largamente o uso de ferramentas autónomas. “Em 2026, o uso diário de IA incorporada na pesquisa deverá ser 300% mais frequente do que o recurso a aplicações independentes de IA”.

A empresa prevê que à medida que a IA passa para uma fase de utilização em escala, a execução dos modelos de IA represente dois terços de toda a capacidade computacional de IA em 2026.

A robótica industrial deverá ter um crescimento este ano, sendo possível chegarmos a um total de 5,5 milhões de robôs.

O setor dos media pode vir a disparar com os novos formatos de consumo, que têm vindo a redesenhar os hábitos de consumo. A empresa estima que a receita gerada pelas micro-séries móveis deverá duplicar, podendo gerar 7,8 mil milhões de dólares em receitas.

Já no setor das telecomunicações, foi identificada uma mudança estrutural, “em mercados desenvolvidos, benefícios, experiências e programas de recompensas tendem a ganhar peso semelhante ao desempenho técnico das redes, enquanto novas formas de conectividade redefinem o alcance do setor”.

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