Tem as suas raízes no Japão feudal, durante o período Edo (1603-1868), e surgiu enquanto resposta criativa, e estética, à ausência de bolsos nos quimonos. Além de fixar a faixa do quimono, também permitia levar pequenos objetos, evidenciando o statu quo e o gosto estético de quem o usava. Ou seja, a par da função prática, o netsuke tornou-se, igualmente, uma forma de expressão artística, qual ‘botão’ rebuscado, feito em diversos materiais, desde madeira e marfim, ao osso ou pedra, no qual se gravavam temas da natureza, animais e figuras mitológicas, ou cenas do quotidiano japonês.
Além da sua beleza estética, os netsukes também têm um significado simbólico profundo na cultura japonesa. Muitas vezes, representam virtudes como coragem, sabedoria, amor e proteção. Mas a que propósito trazemos aqui à colação tal objeto/ornamento japonês? Simples. É esse o nome que Albano Silva Pereira – fotógrafo, cineasta, colecionador e inveterado viajante – escolheu para a exposição patente até 31 de março, no Pavilhão Branco das Galerias Municipais de Lisboa.