Criminalidade sobe 3% na Madeira, diz PSP

O comandante da PSP Madeira disse que para isso contribuiu "nos crimes contra as pessoas, um novo aumento da violência doméstica entre cônjuges e das ofensas à integridade física voluntária simples, e nos crimes contra o património, os furtos de oportunidade e em estabelecimento comercial, os furtos com arrombamento, escalamento ou chaves falsas em residências e estabelecimentos e as burlas".

Criminalidade sobe 3% na Madeira, diz PSP
Criminalidade sobe 3% na Madeira, diz PSP

Os dados da PSP Madeira apontam para uma subida de 3% na criminalidade geral reportada a esta força de segurança, nos primeiros oito meses deste ano, disse o comandante regional, Luís Simões, durante as comemorações do 145º aniversário do Comando Regional da Madeira.

“Nestes meses de 2023, e com base nos dados da PSP que correspondem a 94% da criminalidade denunciada na Região, a criminalidade geral tem uma tendência para um ligeiro crescimento (cerca de 3%), mas ainda assim bastante inferior à tendência nacional. Para tal muito contribui, nos crimes contra as pessoas, um novo aumento da violência doméstica entre cônjuges e das ofensas à integridade física voluntária simples, e nos crimes contra o património, os furtos de oportunidade e em estabelecimento comercial, os furtos com arrombamento, escalamento ou chaves falsas em residências e estabelecimentos e as burlas”, disse Luís Simões.

O comandante da PSP Madeira referiu que só nas burlas, “que é uma tendência internacional, e nos furtos em estabelecimentos é que os números absolutos são superiores ao período homólogo de 2019”.

Luís Simões sublinhou que a criminalidade violenta grave “apresenta uma tendência para diminuir (superior a -5%), em contraciclo com a tendência nacional até ao momento”, acrescentando que na criminalidade violenta, “o peso relativo dos dados da PSP em relação aos dos outros órgãos de polícia criminal é de “apenas” 65% do total”.

O comandante da PSP fez alusão também a um inquérito que mediu a segurança percecionada pela população da Região Autónoma da Madeira, que foi medida numa escala de um a seis.

“5,95 nas suas casas (de dia) e de 5,92 (de noite); 5,93 nos transportes públicos; 5,97 nos seus transportes individuais. Na avaliação da satisfação e do desempenho operacional, e numa escala de um a cinco, a PSP da Madeira obteve 4,10 no índice global de representação social (índice de consenso de 85%), que engloba a imagem e a atitude dos polícias, a visibilidade e a respeitabilidade, e 4,18 no índice global de avaliação do desempenho operacional (índice de consenso de 84%), que inclui capacidade de lidar com problemas de segurança, tempo de resposta, adequação de meios e uso adequado da força”, disse Luís Simões.

Referindo-se a este inquérito o comandante da PSP Madeira sublinhou que “o Comando Regional da Madeira obteve o melhor valor de todos os Comandos da PSP, mais de quatro décimas e meia acima do valor médio nacional, e o seu
melhor indicador foi “o respeito por parte das populações” (4,69 numa escala de 1 a 5)”.

O comandante da PSP sublinhou que a proatividade demonstrada pela delegação da Madeira, em 2022, “fez aumentar em 85% o número de detenções, ultrapassando as 1.300”, acrescentando que será um “número difícil de igualar, e que apesar de ter reflexos no aumento da criminalidade geral denunciada, a PSP “terá de permanecer firme e atuante, de modo a prevenir alguns dos comportamentos que estão na origem de crimes, de violência, de acidentes e de insegurança”.

Luís Simões refere que a PSP sabe que a redução das causas dessas incivilidades ou comportamentos ilícitos “não depende exclusivamente da ação policial” referindo que “exige o envolvimento da comunidade e de diferentes instituições e atores políticos para reduzir vulnerabilidades individuais, familiares e comunitárias, como a exclusão social, a pobreza, o abandono escolar ou as dependências várias”.

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