O ministro da Economia e do Mar alertou esta quarta-feira para a necessidade de resolução dos problemas que irão surgir da “combinação da computação à biologia”, que se tem intensificado nos últimos anos.
“Este é um século que está a usar, de uma forma como nunca vimos no passado, a computação. Não tardará vamos ser o primeiro ser humano cujo genoma vai ser desenhado, editado à nascença, o que coloca problemas novos do ponto de vista ético e deontológico que também temos de tratar”, afirmou António Costa Silva, no 32º congresso da APDC, que decorre no auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa.
O governante diz que este é “um elemento importante”, num contexto em que a economia portuguesa está a experienciar “de uma forma cada vez mais evidente e transversal”, em vários sectores de atividade, digitalização de processos, transformação de modelos de negócio, a reconfiguração das cadeias de produção e logística e desenvolvimento do ciberespaço.
“Vimos tempos absolutamente fascinantes, embora contenham algumas ameaças, que devem ser debatidas e tidas em conta nas políticas públicas. Temos, simultaneamente, uma grande revolução digital com o desenvolvimento da Inteligência Artificial, das máquinas que aprendem tudo, a Internet das Coisas e da revolução extraordinária ao nível dos sensores”, explicou.
Para António Costa Silva, esta transformação digital aumentar a transição energética, tornar as cadeias de abastecimento mais sustentáveis e “, como se está a verificar em muitas partes do tecido industrial português, promover um novo patamar de desenvolvimento”, como mencionou no segundo e último dia do evento anual da associação representativa das TIC e Media em Portugal, este ano subordinado ao tema “Disruptions: The Great Digital Tech (R)Evolutions” (“Disrupções: As Grandes (R)Evoluções Digitais Tecnológicas”).
“A intensificação da evolução tecnológica e a digitalização dos processos de trabalho e dos modos de produção pode aumentar a produtividade das empresas e a competitividade do país. Isso está a refletir-se nos números que a economia portuguesa está a apresentar. No ano passado, crescemos 6,7%. Há seis ou sete anos consecutivos que crescemos acima da média europeia, exceto em 2020”, concluiu o responsável pela pasta da Economia e Mar no Governo.