Confagri pede audiências urgentes ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro e solicita intervenção para acautelar o setor agroalimentar

A CONFAGRI vai pedir audiências urgentes ao Presidente da República e ao primeiro-ministro para alertar para o impacto da subida dos preços dos combustíveis e da incerteza no abastecimento de petróleo e fertilizantes sobre a agricultura e o setor agroalimentar. A confederação diz que estão em causa a produção nacional de alimentos, a competitividade das empresas e milhares de postos de trabalho.

Confagri pede audiências urgentes ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro e solicita intervenção para acautelar o setor agroalimentar
Nuno Serra Confagri

O Conselho de Administração da CONFAGRI reuniu-se esta segunda-feira e decidiu solicitar encontros com Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro para expor a situação do setor e pedir uma intervenção do Estado.

A organização considera que a evolução dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes está a aumentar a pressão sobre as explorações agrícolas, as cooperativas e as restantes empresas da cadeia agroalimentar. O receio é que, sem medidas, algumas empresas deixem de ter condições para manter a atividade, com impacto na capacidade de produção nacional.

“Não estamos perante um problema setorial, mas perante uma questão de segurança alimentar, de competitividade nacional e de coesão territorial. O Estado tem de agir antes que os efeitos se tornem irreversíveis”, afirma Nuno Serra, secretário-geral da CONFAGRI.

A confederação chama também a atenção para o impacto no emprego. Segundo os dados avançados pela organização, o setor representa diretamente cerca de 8 mil postos de trabalho, muitos deles em territórios do interior, onde a atividade agrícola e cooperativa tem um peso relevante na economia local e na fixação da população.

A CONFAGRI defende, por isso, que o setor agroalimentar deve ser tratado como uma prioridade estratégica e pede uma resposta política para limitar o impacto dos custos de produção e garantir a continuidade da atividade agrícola e agroindustrial.

A organização considera que a pressão sobre os custos pode acabar por refletir-se não apenas nas empresas, mas também na oferta e nos preços dos alimentos para os consumidores.

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