Clientes no mercado livre de eletricidade sobem 2% e consumo cresce 10,3% em janeiro

Segundo dados divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) esta terça-feira, 21, o mercado livre de eletricidade ganhou 7.884 clientes em janeiro face a dezembro, para 5.801.696, enquanto o mercado regulado perdeu 7.262 clientes, para um total de 799.513.

Clientes no mercado livre de eletricidade sobem 2% e consumo cresce 10,3% em janeiro
Luz Eletricidade Contador

O mercado liberalizado de eletricidade totalizou cerca de 5,8 milhões de clientes em janeiro e um consumo anualizado de 46.073 gigawatts/hora, um aumento homólogo de 2,0% em clientes e de 10,3% em consumo.

Segundo dados divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) esta terça-feira, 21, o mercado livre de eletricidade ganhou 7.884 clientes em janeiro face a dezembro, para 5.801.696, enquanto o mercado regulado perdeu 7.262 clientes, para um total de 799.513.

Em janeiro, 110.959 clientes mudaram de fornecedor no mercado liberalizado.

No final de janeiro, o consumo no mercado livre representava 87,9% do número total de clientes e 95,1% do consumo em Portugal continental, um aumento de 0,2 pontos percentuais no consumo face ao peso relativo do mês homólogo.

Em termos de quota de mercado, a EDP Comercial manteve a posição como principal operador no mercado livre em número de clientes (59,1%) e em consumo (38,6%). Face a dezembro de 2025, a quota manteve em número de clientes e subiu 0,3 pontos percentuais em termos de consumo.

Em número de clientes, a Endesa e a Iberdrola reduziram as suas quotas em 0,2 pontos percentuais e 0,1 pontos percentuais, respetivamente, face ao mês anterior.

A Galp registou um acréscimo na quota de 0,1 pontos percentuais relativamente a dezembro, enquanto os restantes comercializadores mantiveram as suas quotas face a outubro.

Já em termos homólogos, a EDP Comercial foi o comercializador que perdeu mais quota em termos de clientes (2,1 pontos percentuais) e a Iberdrola perdeu mais quota em termos de consumo (3,6 pontos percentuais).

Inversamente, a MEO Energia foi, em termos homólogos, o comercializador com maior ganho de quota em número de clientes (1,2 pontos percentuais), e a Galp quem ganhou mais quota em termos de consumo (3,1 pontos percentuais).

Em janeiro, a Galp foi o comercializador que realizou a maior captação de clientes em número absoluto, tendo ganho cerca de 30% do número de clientes que mudou de comercializador, o que representou um ganho líquido na carteira de clientes de 1,8%, face ao mês anterior.

A MEO Energia e a Goldenergy foram os comercializadores com a segunda e terceira maior percentagem de captação de clientes, tendo ganhado, respetivamente, 21% e 13% do número de clientes, que mudaram de comercializador, com um ganho líquido na carteira de clientes de 1,9% e 0,5%, respetivamente, face ao mês anterior. Já a Endesa e a Iberdrola registaram perdas de clientes na sua carteira.

Numa análise por segmento de cliente, entre os clientes residenciais a liderança é da EDP, que reduziu em 0,3 pontos percentuais a sua quota face a dezembro (53,6% do consumo).

Também a Endesa e a Iberdrola diminuíram as quotas em 0,3 e 0,2 pontos percentuais respetivamente, face ao mês anterior.

A Galp e a Meo Energia registaram um aumento entre 0,1 e 0,3 pontos percentuais nas suas quotas, face ao mês anterior. A Goldenergy manteve a sua quota face a dezembro.

Relativamente ao mês homólogo, a Endesa registou a maior perda de quota em consumo neste segmento (1,5 pontos percentuais), com a MEO Energia a apresentar o maior ganho (1,9 pontos percentuais).

Já no segmento de pequenos negócios, a EDP aumentou a quota em 0,9 pontos percentuais, continuando a ser o comercializador com maior representatividade em termos de consumo (47%).

No segmento de clientes industriais, a EDP manteve também a liderança, com um acréscimo da quota de 0,1 pontos percentuais face a dezembro (para 27,4%), enquanto no segmento de grandes consumidores, a EDP passou a líder do segmento (22,9%), aumentando a quota em 0,9 pontos percentuais face a dezembro.

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