O primeiro-ministro recusou na quinta-feira que a despesa esteja descontrolada e defendeu que o “maior rombo” na despesa pública permanente foi feito pelo Governo PS em 2016, com a reintrodução das 35 horas na função pública.
Luís Montenegro respondia no debate quinzenal às perguntas do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, mas acabou por dedicar parte da sua intervenção a reagir às críticas de despesismo do antigo ministro das Finanças do PS Mário Centeno.
“Não, não está descontrolada, a despesa teve algumas incidências conjunturais para fazermos o que não tinha sido feito em termos de investimento público, que estava cativado na gaveta e teve de ser executado”, afirmou.
Montenegro defendeu que este aumento pode ser verificado pelos portugueses em “novos equipamentos de saúde, novas escolas, novas estradas”, assegurando que tudo está a ser feito preservando quer “a saúde financeira, quer o controlo da despesa permanente”.