Cabo Verde quer organizar primeira cimeira das nações crioulas ainda este ano

“A ideia é irmos construindo o espírito de reunir, eventualmente no final deste ano ou início do próximo ano, uma cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos países crioulos. Um encontro da civilização crioula no mundo”, afirmou José Maria Neves, questionado pela Lusa durante a conferência de imprensa em que esta manhã fez o balanço da recente participação na assembleia da União Africana.

Cabo Verde quer organizar primeira cimeira das nações crioulas ainda este ano
Lusa

Cabo Verde pretende organizar ainda este ano a primeira cimeira de chefes de Estado e de Governo das nações crioulas, anunciou hoje, na Praia, o Presidente da República cabo-verdiano, José Maria Neves.

“A ideia é irmos construindo o espírito de reunir, eventualmente no final deste ano ou início do próximo ano, uma cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos países crioulos. Um encontro da civilização crioula no mundo”, afirmou José Maria Neves, questionado pela Lusa durante a conferência de imprensa em que esta manhã fez o balanço da recente participação na assembleia da União Africana.

A presença em Adis Abeba, Etiópia, de 17 a 19 de fevereiro, serviu igualmente para contactos do Presidente cabo-verdiano com vista à preparação desta cimeira, apresentando-se Cabo Verde como uma das primeiras nações crioulas da história.

“Já fizemos vários contactos, com as Seicheles, com Comores – que acaba de assumir a presidência da União Africana -, com o Senegal e com Angola. E, portanto, já estamos a trabalhar na conceção do projeto, na busca de parcerias para a realização deste grande encontro em Cabo Verde, que poderia ser também acompanhado de um conjunto de atividades culturais, festivais de música e dança de todos os países que se referem à civilização crioula”, explicou ainda José Maria Neves.

De acordo com o Presidente da República, que propôs a realização desta cimeira em Cabo Verde logo após a sua eleição, em outubro de 2021, o projeto também já foi apresentado ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, entre outras entidades internacionais.

“Tem havido uma grande abertura relativamente a esta matéria. Nós é que temos aqui que acelerar o passo, ter os documentos finais e podermos realizar esta cimeira. Trata-se de uma cimeira não restrita ao continente africano, mas a todo o mundo. Mas o facto de estarmos a liderar a preservação do património natural e cultural em África ajuda a mobilizar a África para este grande encontro que queremos realizar em Cabo Verde”, concluiu José Maria Neves.

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