Até sempre, Manuel Alves

O estilista português Manuel Alves da dupla Alves/Gonçalves, morreu esta terça-feira, 14 de maio, na sequência de doença oncológica. Tinha 72 anos.

Até sempre, Manuel Alves
Manuel Alves_WEB

A dupla de designers Alves/Gonçalves faz parte da História, com maiúscula, da moda portuguesa. Esta terça-feira, 14 de maio, a dupla perde o seu elemento fundador, na sequência de doença oncológica. A joie de vivre dos ‘Manéis’, como eram carinhosamente conhecidos na moda nacional, ficará na memória de todos os que têm acompanhado o percurso da dupla.

Manuel Alves nasceu em Montalegre e no início de 1984, nasceu para o mundo da moda enquanto dupla, quando decidiu, juntamente com José Manuel Gonçalves, inaugurar duas lojas no Bairro Alto, em Lisboa, para aí comercializarem as suas coleções ara homem e mulher.

Em 1985 apresentam-se no Palácio do Correio Velho e, desde então, nunca mais pararam de apresentar as suas coleções de moda. E não se ficaram pelas passerelles, transbordaram para os universos do cinema, teatro e bailado, através da criação de figurinos. Assim como desenharam uniformes para empresas, como a companhia aérea portuguesa TAP e a operadora telefónica Vodafone. Sendo que a cerâmica, joias e acessórios também despertaram a sua efervescência criativa.

Manuel Alves foi ainda, entre 1991 e 2013, professor convidado da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, onde lecionou a cadeira de Design de Moda. E participou, enquanto Alves/Gonçalves em importantes eventos de moda internacionais, designadamente nas semanas da moda de São Paulo e Nova Iorque.

Em 2010, o MUDE – Museu do Design e da Moda, em Lisboa, fez uma retrospetiva sobre o trabalho e carreira da dupla de criadores.

Manuel Alves morreu esta terça-feira, ao final da manhã, no Hospital da Luz, em Lisboa, vítima de cancro. O velório deverá ter lugar na quarta-feira, na capela das Amoreiras, em Lisboa.

Relacionado

Preço das casas sobe 7,5% em outubro

Preço das casas sobe 7,5% em outubro

Inês Correia Botelho2 Nov
Vila Real foi o distrito que registou a maior subida de preços, de 20,3%, seguida da Guarda, com 18,4%, Beja, com 17,6%, Leiria, com 16,9% e Faro, com 15,5%. Já o Funchal foi onde se registou a menor subida, de 3,4%, assim como em Lisboa, 3,9%, Viana do Castelo, com 6,1%, Portalegre, com 6,4%, Porto, com 7%, Setúbal, com 9% e Aveiro, com 9,4%.