Água não faturada representou perdas de 347 milhões de euros em 2021

A associação ambientalista Zero explica que as maiores perdas de água se encontram em "áreas predominantemente rurais, havendo apenas seis associadas a áreas mediamente urbanas". 

Água não faturada representou perdas de 347 milhões de euros em 2021
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A água não faturada rondou os 30% daquela que entrou no sistema na última década, sendo que em 2021 representou 237 milhões de metros cúbicos. Isto significa que correspondeu a perdas económicas de 347 milhões de euros, tendo como base o preço médio de 1,4631 euros por metro cúbico do serviço de abastecimento.

Estes dados são apresentados pela Associação Zero no mesmo dia em que se comemora o Dia Mundial da Água.

“As perdas de água configuram assim um fator decisivo para a eficiência hídrica do sector, em especial no que toca às perdas reais, devido a ruturas ou extravasamentos, cujo total, em baixa, foi de 174 milhões de metros cúbicos”, aponta a Zero.

Em relação ao serviço em alta, as perdas foram de 23 milhões de metros cúbicos. Totalizando 197 milhões de metros cúbicos de água perdida.

Ora, este valor corresponde, segundo a Entidade Reguladora da Água e dos Resíduos (ERSAR), a “1,5 vezes o volume de armazenamento da albufeira de Odeleite, no Algarve, o que permitiria servir 2,9 milhões de habitantes em Portugal”.

Em mais detalhe, a associação ambientalista explica que as maiores perdas de água se encontram em “áreas predominantemente rurais, havendo apenas seis associadas a áreas mediamente urbanas”.

“Menos de metade (46%) dos municípios com bom desempenho na cobertura de gastos apresentam avaliação insatisfatória em relação à água não faturada, os quais respeitam sobretudo a áreas medicamente urbanas”, destaca.

Para a Zero, os dados acima apresentados “revelam a disparidade que existe, ao nível das tarifas e do investimento nas infraestruturas, entre as entidades gestoras cujos territórios de intervenção se classificam como áreas predominante e mediamente urbanas e os que se classificam como áreas predominantemente rurais”.

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