Ação da Galp atinge novo máximo histórico

Companhia já subiu 22% desde o início da guerra no Médio Oriente, acompanhando o disparo no petróleo.

Ação da Galp atinge novo máximo histórico
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A Galp atingiu hoje um novo máximo histórico de cotação de fecho: 22,16 euros. A companhia subiu quase 4% esta quinta-feira.

O máximo anterior data de 26 de abril de 2024 quando fechou nos 20,54 euros.

A Galp vale agora mais de 15,4 mil milhões de euros, sendo a segunda cotada mais valiosa na bolsa de Lisboa, apenas atrás da EDP que vale mais de 18,1 mil milhões.

A cotada já valorizou 22% desde o início da guerra no Médio Oriente, acompanhando as subidas nos preços do petróleo nos mercados internacionais.

O barril está hoje a subir mais de 3% para 111 dólares. O gás na Europa sobe 12% para mais de 61 euros/MWh.

O Irão atacou hoje a maior central de gás líquido do mundo, Ras Laffan no Qatar, com 17% da produção de gás do país a ser afetado. O Qatar é responsável por um quinto do gás do mundo. Vão ser necessários entre 3 a 5 anos para reparar os danos causados. Teerão atacou também a refinaria no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, por onde a Arábia Saudita está a escoar o petróleo para evitar o estreito de Ormuz.

O regime respondeu assim aos ataques de Israel ao campo de gás de South Pars.

Donald Trump tinha dado garantias que Israel não iria atacar novamente este campo de gás, a não ser que o Irão ataque o Qatar de novo. Se tal acontecer, como já aconteceu hoje, os EUA vão “destruir massivamente todo o campo de gás de South Pars com uma força e poder que o Irão nunca viu ou testemunhou antes”.

A companhia anunciou a 2 de março um lucro recorde em 2025. Foi uma subida de 20% para 1.150 milhões de euros.

A contribuir para este resultado histórico esteve o aumento da produção de petróleo e gás no Brasil e o aprovisionamento&trading de gás natural.

Durante este período, o EBTIDA recuou 8% para mais de 3 mil milhões com a queda do barril de petróleo para 69 dólares em 2025.

E o EBITDA do 4º trimestre recuou 10% à boleia da paragem para manutenção na refinaria de Sines.

Ao mesmo tempo, o dólar desvalorizou 4% em 2025.

“Num contexto internacional adverso e volátil, assegurámos uma performance operacional forte e transversal a todas as áreas de negócio, o que reflete bem a qualidade e resiliência dos nossos ativos. Ao mesmo tempo, prosseguimos a execução disciplinada dos nossos projetos estruturantes e a nossa estratégia de crescimento assente em parcerias, que posicionam a Galp para um futuro de criação de valor sustentável”, disse Maria João Carioca, co-CEO da Galp.

A petrolífera destaca que mais de 80% do seu EBITDA teve origem nas atividades internacionais com mais de metade a ser proveniente da produção de petróleo e gás natural no Brasil

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