A transformação da SAP na maior empresa europeia

A tecnológica alemã mais do que triplicou de valor ao atulizar-se com a aposta na nuvem. O caminho, agora, é o reforço da oferta e a simplicaficação de processos, com a IA como esteio.

A transformação da SAP na maior empresa europeia
SAP Sapphire Madrid 2025

A empresa europeia com maior capitalização bolsista é, atualmente, a tecnológica alemã SAP, um acrónimo de Sistemas, Aplicações e Produtos de Informática, especializada em sistemas empresariais para gestão de recursos. Em março, ultrapassou a valorização da farmacêutica Novo Nordisk e no encerramento da sessão nos mercados esta quinta-feira, 5 de junho, valia 331,3 mil milhões de euros, mais do que a estimativa da riqueza que será criada em Portugal durante este ano.

É o resultado de um processo de transformação que se iniciou quando Christian Klein ascendeu ao topo da hierarquia da empresa de Walldorf, na região de Baden-Württemberg, primeiro numa liderança partilhada, iniciada em outubro de 2019, depois a solo e, agora, com contrato prolongado até ao final de 2028. Assim como o CFO, Dominik Asam.

O processo de transformação foi uma reação de adaptação ao mercado, nos produtos e na organização interna para enfrentar os novos desafios e responder à erosão da quota de mercado.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

 

Relacionado

Dominik Asam: “Ficaria desapontado se crescêssemos apenas 11% em 2026 e 2027”

Dominik Asam: “Ficaria desapontado se crescêssemos apenas 11% em 2026 e 2027”

A SAP continua a transformar-se, migrando os sistemas para a nuvem e, agora, apostando em soluções de inteligência artificial, o que lhe permite crescer e recuperar quota de mercado. O CFO da empresa alemã, Dominik Asam, explica como foi gerida a mudança e como vai enfrentar os próximos tempos, assente num pipeline que vale 62 mil milhões de euros. “Estamos a ocupar o ponto ideal, o mais diferenciado nesta corrida da IA”, afirma.
Ataques de IA: Estarão as empresas preparadas?

Ataques de IA: Estarão as empresas preparadas?

Ruben Pires2 Nov
"O desafio é garantir que a cibersegurança evolui ao ritmo da adoção da IA, com investimento em competências, monitorização contínua e mecanismos de resposta que permitam atuar antes de um incidente comprometer o negócio", acrescenta o 'managing director' & 'partner' da BCG Lisboa, José Koch Ferreira, em entrevista ao Jornal Económico (JE).
Resultados das tecnológicas testam temperatura dos investidores pela IA

Resultados das tecnológicas testam temperatura dos investidores pela IA

Ruben Pires29 Out
Meta, Alphabet, e Microsoft já apresentaram os resultados do terceiro trimestre. Investidores penalizaram a detentora da Google e a Meta e beneficiaram a Microsoft. Analistas consultados pelo JE referem que os resultados permitem concluir que continuam os avultados investimentos em inteligência artificial e que já existe pressão para que estes se transformem em receita e lucro.