A bolsa de Lisboa terminou a sessão desta quarta-feira a negociar em terreno negativo, a perder 1% para 5.955,77 pontos.
O BCP é a cotada que regista o maior tombo, de 2,65% para 0,2131 euros, seguindo-se a Greenvolt que cai 2% para 6,38 euros. A EDP desce 1,58% para 4,66 euros, a EDP Renováveis perde 1,30% para 19,41 euros. A Jerónimo Martins derrapa 0,79% para 22,56 euros e a Ibersol recua 0,57% para 6,94 euros.
Em contraciclo, a Corticeira Amorim avança 0,20% para 10,20 euros e a Semapa valoriza 0,14% para 14,12euros.
Nas principais praças europeias o dia termina no ‘vermelho’, com o alemão DAX a cair 1,91% para 15.878,5 pontos, o francês CAC40 perde 1,70% para 7.253,46 pontos, o espanhol IBEX 35 derrapa 1,07% para 9.167,60 pontos e o Reino Unido desce 1,74% para 7.627,90 pontos.
O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que ” a sessão foi bastante negativa para as bolsas europeias. Aliada à demora em alcançar um entendimento para elevar o teto de dívida nos EUA, que tem condicionado o sentimento em Wall Street, está a nova vaga de Covid na China, que gera receios de arrefecimento económico e possíveis constrangimentos na cadeia de fornecimento. A revelação de que as expectativas empresariais na Alemanha recuaram pela primeira vez em oito meses também pode ter tido influência”.
“Daqui a pouco, pelas 19h de Lisboa, as Atas da última reunião da Fed podem trazer sinais importantes de política monetária e mexer com as últimas horas de negociação em Nova Iorque. As perdas foram transversais a todos os setores do Stoxx 600. O índice português até acabou por registar das melhores performances, mas ainda assim recuou cerca de 1%. Já o DAX, que no passado dia 19 de maio tinha atingido novos máximos históricos, acabou entre os mais castigados, com uma perda de quase 2%, com todas as suas cotadas em queda”, salienta o analista.
No mercado petrolífero o texano WTI ganha 1,77%, fixando o preço do barril nos 74,22 dólares e o Brent avança 1,69% para 78,16 dólares. O gás natural sobe 2,61% para 2,553 dólares.
No mercado cambial o euro desvaloriza 0,13% face ao dólar, fixando-se nos 1,0756 dólares.